quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meus Opostos

Os opostos do que sou me confundem e já não sei mais o que é preciso fazer, como devo agir ou para onde devo fugir. Minha mente busca as respostas, mas meu coração se recusa a ouvi-la. Quero paz, quero viver, quero amar... No fundo o amor me consome dias sem fim, noites sem fim e a dor da indecisão me tira o sono. É o incerto que me rege, é a dúvida que me domina e eu já não consigo dar um passo a frente e seguir sem deixar o medo tomar conta do meu ser. Para que tantas perguntas dentro de uma mente, que no fundo deveria estar vazia? Para que esperar ainda por respostas, que no fundo, já não fazem a diferença? Se eu acreditasse em bruxaria, talvez eu fizesse uma poção mágica e então, mudaria tudo, menos o amor que carrego no peito, dentro desse coração cheio de cicatrizes e lembranças, pois o amor não deve se extinguir ou se dissipar, igual a muitos sonhos que já tive. Se meu sorriso pudesse arrancar a tristeza dos olhos dos que amo, o mundo não veria mais nenhuma lágrima descendo pelo meu rosto e então, eu fingiria que a felicidade se faz presente o tempo todo na minha vida e a tristeza só seria notada pela minha alma, que aos poucos deixaria meu corpo para se lançar nos braços da eternidade. Não entendo como meus olhos não conseguem refletir o que estou sentindo. Como é possível não ver o quanto o meu silêncio fala e o quão revolto é o mar do meu sofrimento, que através de suas calmas ondas, varem a imensidão da minha vida? 

- Silvana Hennicka