domingo, 6 de dezembro de 2015

Erros de Mãe, Sofrimento de um Filho!

Fico aqui sentada vendo meu irmão preparar um beg de maconha e tentando entender o que leva um jovem saudável a viver uma vida tão agitada e tão vazia. 23 anos de uma vida totalmente sem conteúdo, como acontece com a maioria dos jovens da atualidade. Ele, particularmente, vive à base de café, coca-cola, cigarro, bebida e maconha, não estuda, não trabalha e se alimenta mal... Amo o meu irmão caçula, mas já não há nada que eu possa fazer em relação a sua vida, uma vida triste e totalmente vazia, sem muita perspectiva de futuro. Tenho dois contrastes em minha família, um irmão empresário e outro irmão sem futuro, que não consegue nem viver o presente, vive no passado. Uma criança no corpo de um lindo jovem, que através de uma trajetória conturbada, deixou sua alma em uma prisão sem grades. Um ser bom, que chora de tristeza quando percebe que foi excluído pela própria mãe. Não culpo minha mãe por isso, pois a vida também lhe foi cruel e talvez ela não devesse ter tido um filho aos 37 anos de idade, quando eu e meu outro irmão já estávamos criados, mas temos que arcar com as consequências dos nossos erros e ela não deveria ter jogado sobre ele, todas as suas frustrações e quem sabe seja esse o motivo de ela não permitir que ele crie assas e se vá. Ela briga o tempo todo, tentando educá-lo, mas não permite ficar sem ele por perto. Acredito que minha mãe seja mais perdida do que meu irmão, pois ela não tem nenhuma fuga para esquecer os seus próprios erros e sofre por pensar que não foi uma boa mãe, porém, nunca admitirá seus erros e sua vida continuará assim, sem sentido algum. Ela finge uma felicidade que não existe, enquanto ele tenta ser feliz através de seus vícios. Sem querer criticar ninguém, continuo aqui, vendo essa cena, que poderia ser encaixada em uma novela qualquer ou em um jornal sensacionalista. É bem provável que minha mãe morra de tristeza, não por ter um filho que se transformou no oposto do que a sociedade acha perfeito, mas por não ter forças para mudar a situação e então fica assim, vendo seu filho morrendo aos poucos, não uma morte de corpo, mas de alma!

Silvana Hennicka!!