domingo, 13 de dezembro de 2015

Talvez Tenha Acabado o Amor

Hoje eu li uma frase interessante: "Mulheres que ainda não encontraram o amor da sua vida, ficam pegando o das outras". Já vi tantos casais infelizes e que nem se tocam a respeito disso, a não ser quando é pra expor para a sociedade uma felicidade que não existe. Eu mesma já amei várias vezes e acho que existem vários "amores da minha vida", cada um diferente do outro e não acho que eu precisasse fingir ser feliz ao lado de alguém, mesmo sabendo que essa pessoa está "amando outro alguém". Quando um homem se apaixona por outra mulher e pára de sentir atração por sua esposa, namorada... Não adianta disfarçar a realidade, pois o que vale mesmo é o que se tem no coração, onde estão os pensamentos dele, com quem ele gostaria de estar, ou com que ele está, sempre que pode? Existem mulheres que sabem que estão sendo traídas e mesmo assim se submetem a uma "meia vida". Homens ficam sob o mesmo teto com uma mulher que eles não suportam, usando como desculpa os filhos ou simplesmente, porque é mais cômodo e assim, vão envelhecendo como pássaros engaiolados, ou porque permitiram que cortassem suas asas. Eu já tive a necessidade de ter alguém pra chamar de "meu", hoje me alegra saber que tenho alguém "comigo", mesmo que em pensamento. Ser desejada e amada é muito mais do que ter um corpo na mesma cama. Uma crise no casamento deveria ser o sinal de alerta para que haja um resgate, mas a pessoa começa a fazer tudo ao contrário, se preocupando apenas em mostrar para o mundo que ela colocou uma coleira em alguém e que só ela pode soltar. Coisa mais estúpida é achar que manter um pássaro na gaiola vai fazer ele te amar. O pássaro aprende a conviver apenas por sobrevivência, mas assim que você abrir a gaiola ele vai voar em direção à pessoa que lhe mostrou o quão valiosa é a liberdade, a falta de ar, a adrenalina que uma grande paixão libera, as loucuras que se faz apenas para dar um abraço.... Se realmente você ama o seu pássaro, chegou a hora de abrir a gaiola, apenas para ter a certeza de que esse amor é recíproco, pois se ele te amar assim como você pensa, ele não baterá assas para longe e mesmo que bata, ele voltará correndo para a proteção da sua gaiola sempre que a saudade apertar.

- Silvana Hennicka

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meus Opostos

Os opostos do que sou me confundem e já não sei mais o que é preciso fazer, como devo agir ou para onde devo fugir. Minha mente busca as respostas, mas meu coração se recusa a ouvi-la. Quero paz, quero viver, quero amar... No fundo o amor me consome dias sem fim, noites sem fim e a dor da indecisão me tira o sono. É o incerto que me rege, é a dúvida que me domina e eu já não consigo dar um passo a frente e seguir sem deixar o medo tomar conta do meu ser. Para que tantas perguntas dentro de uma mente, que no fundo deveria estar vazia? Para que esperar ainda por respostas, que no fundo, já não fazem a diferença? Se eu acreditasse em bruxaria, talvez eu fizesse uma poção mágica e então, mudaria tudo, menos o amor que carrego no peito, dentro desse coração cheio de cicatrizes e lembranças, pois o amor não deve se extinguir ou se dissipar, igual a muitos sonhos que já tive. Se meu sorriso pudesse arrancar a tristeza dos olhos dos que amo, o mundo não veria mais nenhuma lágrima descendo pelo meu rosto e então, eu fingiria que a felicidade se faz presente o tempo todo na minha vida e a tristeza só seria notada pela minha alma, que aos poucos deixaria meu corpo para se lançar nos braços da eternidade. Não entendo como meus olhos não conseguem refletir o que estou sentindo. Como é possível não ver o quanto o meu silêncio fala e o quão revolto é o mar do meu sofrimento, que através de suas calmas ondas, varem a imensidão da minha vida? 

- Silvana Hennicka

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Uma Voz Serena...

O sorriso eu já não sei, mas a voz não era a mesma, tinha um toque de serenidade, já não havia aquela prepotência de outrora nos sons que ele emitiu durante aquela curta conversa. Teria ele mudado, ou apenas voltado a ser a pessoa por quem ela se lançou ao vento, com a certeza de que ele lhe daria asas? Como saber, se nessas horas o coração fica meio burro, meio sem rumo... E o que dizer da alma, que agora grita e implora para ser libertada e ir de encontro ao seu outro eu? As jaulas dessa prisão invisível já não são mais o suficiente para manter esta mulher longe do seu Sol. Como esquecer aquela voz, que agora vai atormentá-la pra sempre, como um fantasma que assombra as noites de solidão? Como não lembrar daquele rosto que brilhava quando a via se aproximando? Como esquecer que um dia eles foram um só ser, e aceitar que não se pode viver apenas com as sobras, é preciso colar os pedaços e ir de encontro ao desconhecido, deixando para trás as coisas que não precisam mais existir, as coisas insignificantes que destruíram essas almas, que no vazio da noite, choram a ausência uma da outra. Há muito eu sei que o sono se tornou algo puramente obrigatório para este corpo que, na maioria das vezes preferia nem acordar, na esperança de sonhar tudo de novo, de ouvir a voz doce novamente, nem que isso se desse em meio ao vazio e a escuridão da noite. 

Silvana Hennicka!!!

Se Dê Valor!

Acho bem frustrante homens que falam a seguinte frase: "Se a calcinha combina com o sutiã, não foi você quem a conquistou", como se fossemos um bando de loucas por sexo, como se fossemos a um bar pra terminar a noite gemendo na cama de algum fumante bêbado e que no outro dia não vai lembrar nem o nosso nome. Homens, vocês estão por fora, muita coisa mudou, ainda existem mulheres que se arrumam para si mesmas, que gostam de se olhar no espelho e não apenas serem observadas, que gostam de tomar banho e colocar uma camiseta branca sem nada por baixo e desfilar sozinha pela casa. Muitas mulheres malham pra ter um corpo legal para elas. O que leva vocês a pensarem que mulher descomprometida só sai à noite pra "caçar" ou pra ser "comida"? Eu tenho a resposta, o comportamento de algumas mulheres. A quem eu quero enganar? É triste mas é a realidade, muitas mulheres cuidam do corpo, fazem dieta, usam calcinha combinando com o sutiã, pois o que elas mais querem é encontrar alguém disposto a desfrutar de tudo isso, sem mesmo conhecê-la, pois assim ela terá alguns minutos onde seus sonhos se realizam, mesmo que o preço seja o arrependimento no dia seguinte. Existe um número muito baixo de mulheres que sabem lidar com essa independência sexual e as que sabem, não precisam se preocupar em como estão vestidas ou qual o seu percentual de gordura corporal, pois homem não dá importância para essas coisas quando o assunto é sexo casual, então o que a mulher precisa fazer é selecionar uma vítima e se divertir muito, quem sabe até com mais de um ao mesmo tempo e no outro dia ela toma seu banho e está muita satisfeita com sigo mesma. Seu rosto está radiante e ela não está nem aí para o que vão falar da sua moral, até mesmo porque esse tipo de mulher é independente e auto-suficiente. Então, voltando ao começo da história, se você, na hora de se arrumar pra uma festa pensou em colocar uma lingerie combinando, com medo de encontrar alguém e rolar algo mais íntimo, você está sendo classificada pelos homens como mulher "fácil", mulher que não precisa ser conquista e que não merece nem um jantar antes da transa. Se você não é uma mulher madura o suficiente para bancar os seus atos sem se importar com o depois, tome cuidado com as transas casuais com homens que não tem intimidade com você, pois a sua vida pode se tornar um "poço" de tristeza na hora que você estiver sozinha na sua cama e não receber a resposta das mensagens que envia para os homens com quem já transou. Uma alerta para o sexo feminino e que ainda deveria ser frágil e buscar proteção: Valorize-se ou então, nunca terá valor pra ninguém, tipo moeda de um centavo, existe, mas ninguém quer porque pensam não ter valor.

- Silvana Hennicka

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Destino Pode Ser Cruel

Samanta tinha 21 anos, era feliz e realizada, mas no fundo da sua alma, ela e ainda tinha esperança de encontrar seu pai. Sua mãe havia engravidado em uma festa, no término do colegial, em uma noite de bebedeira e muito sexo. Os rapazes haviam colocado drogas nas bebidas que serviram às meninas, sem que elas soubessem. Tudo havia sido combinado antes entre eles, para conseguirem fazer sexo com tantas quantas pudessem, sem que elas se lembrassem depois. A mãe de Samanta, Maria Clara, estava na festa e como todas as outras adolescentes, não lembrava direito o que havia acontecido, até encontrar um bilhete no bolso do seu casaco, dois dias depois. O bilhete não dizia muita coisa, mas foi o suficiente para abalar a estrutura da adolescente.
“Você é tão bela como a Lua e eu não poderia permitir que alguém mais a tocasse, além de mim, então eu a protegi. Você foi só minha a noite toda e eu casaria com você se meus pais não tivessem planos mais ousados para mim. Nunca vamos nos reencontrar, acho até que você nem se lembra de mim. Desde que a vi chegar na festa, não consegui ver mais ninguém. Guardarei o seu sorriso e o seu cheiro para sempre comigo. Desculpe-me por possuí-la sem a sua permissão. Você era virgem. Não me enganei, quando senti que você era diferente das demais. Desejo sucesso na sua vida. Adeus!”
                Logo após saber o que havia acontecido naquela noite, Maria entrou em contato com as amigas para tentar descobrir quem era o autor do bilhete, mas as meninas estavam mais preocupadas em se preparar para as férias do que com a virgindade dela e com o passar dos dias, Maria acabou se conformando com o ocorrido. Decidiu não falar nada para seus pais, pois eles, como sempre, não acreditariam nela. Maria Clara guardou aquele bilhete como se fosse um tesouro, pois pensou que um dia encontraria o “dono” daquelas palavras. Uns 40 dias se passaram após o término das aulas, quando Maria começou a sentir tonturas e enjôos matinas. Eram os primeiros sintomas da gravidez. Uma gravidez nada planejada, e pior, sem que ela se lembrasse da noite em que tudo se deu. Maria Clara não se deu conta do que estava acontecendo e então, sua mãe a levou no médico e após alguns exames o resultado foi positivo. Os pais de Maria nunca acreditaram na história do bilhete e da festa, forçando-a a contar quem era o pai da criança, mas com o tempo desistiram e decidiram aceitar a idéia de terem um neto. Fizeram um acordo com Maria, quando a criança nascesse ela a amamentaria e depois iria para a faculdade e Maria concordou, pois não aceitou fazer um aborto. Na verdade Maria Clara havia se apaixonado por um fantasma e todas as noites ela relia o bilhete e sentia aquele homem tão perto de si, como se o conhecesse. Ela imaginava seu rosto e assim, sonhava com ele.
                Quando Samanta nasceu, Maria a entregou para sua mãe, ainda no hospital dizendo: _ Cuida dela pra mim como se fosse sua filha? Eu vou pra faculdade mãe e não quero que ela saiba que sou a mãe dela, por favor, cuida dela pra mim?
                Dona Leonor pegou a pequena menina nos braços e disse que ela se chamaria Samanta e com os olhos cheios de lágrimas e já sentindo um amor enorme por aquela criança, decidiu que cuidaria dela, mas que jamais tiraria de Maria Clara o direito de ser mãe dela.
                Os anos se passaram e a pequena Samanta cresceu. Aos 8 anos de idade e com maturidade o suficiente pra entender que ela não tinha um pai, decidiu questionar a todos sobre o assunto. Enquanto ela era pequena, havia sido fácil enrolá-la, mas agora era preciso contar a verdade. Mas que verdade, se ninguém sabia da verdade? Os pais de Maria nunca acreditaram nela e ela não se lembrava de nada sobre a noite que engravidou, então, o que dizer para Samanta? Que sua existência provinha de um conto de fadas? Dona Leonor ligou pra Maria Clara, que a essa altura estava formada e trabalhando em outra cidade, que a hora de revelar o segredo havia chegado. Maria Clara viajou até a casa dos pais no final de semana seguinte e em uma tarde ensolarada contou a verdade para a pequena Samanta entregando-lhe o bilhete, que até então, ela guardava consigo. A menina não entendeu muita coisa, apenas que não tinha um pai e que nem sua mãe sabia quem ele era. Samanta guardou o pequeno bilhete no meio de um diário com uma pequena chave, como se fosse um tesouro, escrevendo no verso: “Um dia vou te encontrar papai!”
                No domingo à tarde Maria Clara precisou voltar para casa, mas um grave acidente de carro tirou sua vida instantaneamente. Ela era a única filha de Dona Leonor e seu Joaquim e como era desejo de Maria, Samanta, virou a única razão para que o casal continuasse lutando pela vida.
                Samanta sempre foi um exemplo de criança. Cresceu recebendo uma excelente educação e quando entrou para o colegial, decidiu que queria ser enfermeira, igual sua mãe e após três anos de muito estudo, ela passou em um dos vestibulares mais concorridos, pois queria estudar em uma universidade federal e foi o que aconteceu. Alguns dias antes de começar as aulas, seu Joaquim e Dona Leonor a levaram para conhecer o pensionato para moças onde ela moraria nos próximos 4 anos. O lugar era muito acolhedor e de imediato, Samanta se sentiu em casa.
                O velho casal voltou pra o interior, mas seu coração ficou na capital, junto com Samanta, que se adaptou rápido a nova vida e apesar de ter sido criada em uma cidade pequena, fez muitos amigos, tanto na universidade, quanto no próprio pensionato.
                Samanta achou o primeiro ano de faculdade muito fácil e não via a hora de acabar as férias para voltar pra capital e recomeçar os estudos. Mesmo sendo muito focada no que queria, Samanta começou a se descobrir como mulher. Com 18 anos de idade, ela nunca havia prestado muito atenção nos homens que a rodeavam. Alguns até pensavam que ela fosse “lésbica” e ela ria dos comentários. Durante os dois meses que passou com seus avós, ela não saía da frente do computador e não largava o celular. Parecia que suas amigas estavam ali no quarto com ela, pois interagiam o tempo todo. As férias acabaram e Samanta voltou para a universidade. Durante os três primeiros anos de estudo, Samanta namorou alguns garotos, mas não conseguia levar nada adiante. Dizia que eles eram infantis demais e que só namoraria sério quando encontrasse um homem de verdade e foi o que aconteceu. No início do último ano da Faculdade, Samanta foi fazer estágio em um hospital público. Em seu primeiro dia de trabalho, quando foi até a cantina do hospital para almoçar, junto com suas colegas de estágio, Samanta ficou sem fôlego quando viu um médico se sentando na mesa ao lado. Na verdade as 4 meninas o notaram, mas decidiram que ele seria de Samanta, pois era velho demais para elas e todas riram da brincadeira. As gargalhadas chamaram a atenção dele, que sorriu olhando direto para Samanta. Ela ficou sem graça e envergonhada. Entre uma garfada e outra, as trocas de olhares continuaram até ele se levantar e levar sua bandeja ao balcão. Samanta o seguiu com os olhos e quando ele estava quase saindo da cantina, ele parou e voltou até a mesa delas. O médico, que aparentava ter quase 40 anos, parou em frente à mesa delas e retirou da carteira um cartão de visita, entregando-o a Samanta. Enquanto ela pegava o cartão ele disse que era para o caso de ela ter algum problema cardíaco, já que ele era cardiologista. As 4 jovens ficaram sem ação perante a situação e assim que ele se afastou começaram a rir, enquanto Samanta olhava para o cartão.
                O romance entre Samanta e Paulo Henrique foi fulminante. Ele estava em um divórcio conturbado e encontrou nela a fuga perfeita dos problemas. “Ela é incrível”, dizia ele aos seus amigos. Sempre que podiam eles estavam juntos e Samanta quase não ficava na pensão, mas omitia isso de seus avós para não preocupá-los. Ela ajudou Paulo Henrique a mobiliar o apartamento e a comprar as coisas que faltavam. Quando tinham tempo disponível, Samanta fazia questão de cozinhar para ele. Os meses se passaram e antes de concluir o curso, Samanta já estava morando com Paulo e o conto de fadas estava se tornando realidade. Paulo Henrique a transformou em uma mulher, lhe ensinando tudo sobre sexo e a diferença de idade não significava nada para eles. Procuravam não falar do passado e Samanta nunca lhe contou sobre seu pai ou a morte de sua mãe, dizia apenas que os pais haviam morrido em um acidente de carro e ele não a questionava a respeito. O ano chegou ao fim e com ele os estudos de Samanta que por ter sido a melhor aluna da turma já estava contratada pelo hospital onde Paulo Henrique fazia plantão uma vez por semana e ela havia feito estágio. A formatura seria no mês de fevereiro, mas pra surpresa de Samanta, ela descobriu que estava grávida 10 dias antes e decidiu guardar a surpresa para a noite do baile. A noite tão aguardada chegou e enquanto Samanta terminava de se arrumar no closet, Paulo sentiu que precisava cortar uma unha que estava lhe incomodando e na tentativa de encontrar um corta unhas em meio as coisas de Samanta, ele encontrou o pequeno diário, que após tantos anos já não tinha chaves. Em meio a sua curiosidade sobre um objeto tão antigo, ele o abriu e deixou cair o pequeno bilhete. Após pega-lo do chão do quarto, ele o leu. Quando Samanta entrou no quarto e viu ele com o diário nas mãos, ficou sem jeito, pois não queria lhe explicar sobre aquilo na noite mais feliz de sua vida, foi quando ele olhou pra ela e disse: “Eu escrevi isso.”


- Silvana Hennicka!

Erros de Mãe, Sofrimento de um Filho!

Fico aqui sentada vendo meu irmão preparar um beg de maconha e tentando entender o que leva um jovem saudável a viver uma vida tão agitada e tão vazia. 23 anos de uma vida totalmente sem conteúdo, como acontece com a maioria dos jovens da atualidade. Ele, particularmente, vive à base de café, coca-cola, cigarro, bebida e maconha, não estuda, não trabalha e se alimenta mal... Amo o meu irmão caçula, mas já não há nada que eu possa fazer em relação a sua vida, uma vida triste e totalmente vazia, sem muita perspectiva de futuro. Tenho dois contrastes em minha família, um irmão empresário e outro irmão sem futuro, que não consegue nem viver o presente, vive no passado. Uma criança no corpo de um lindo jovem, que através de uma trajetória conturbada, deixou sua alma em uma prisão sem grades. Um ser bom, que chora de tristeza quando percebe que foi excluído pela própria mãe. Não culpo minha mãe por isso, pois a vida também lhe foi cruel e talvez ela não devesse ter tido um filho aos 37 anos de idade, quando eu e meu outro irmão já estávamos criados, mas temos que arcar com as consequências dos nossos erros e ela não deveria ter jogado sobre ele, todas as suas frustrações e quem sabe seja esse o motivo de ela não permitir que ele crie assas e se vá. Ela briga o tempo todo, tentando educá-lo, mas não permite ficar sem ele por perto. Acredito que minha mãe seja mais perdida do que meu irmão, pois ela não tem nenhuma fuga para esquecer os seus próprios erros e sofre por pensar que não foi uma boa mãe, porém, nunca admitirá seus erros e sua vida continuará assim, sem sentido algum. Ela finge uma felicidade que não existe, enquanto ele tenta ser feliz através de seus vícios. Sem querer criticar ninguém, continuo aqui, vendo essa cena, que poderia ser encaixada em uma novela qualquer ou em um jornal sensacionalista. É bem provável que minha mãe morra de tristeza, não por ter um filho que se transformou no oposto do que a sociedade acha perfeito, mas por não ter forças para mudar a situação e então fica assim, vendo seu filho morrendo aos poucos, não uma morte de corpo, mas de alma!

Silvana Hennicka!!

Um Sonho Interrompido Pelo HIV

1996, um calor insuportável invadia o quarto do velho hospital público onde Letícia esperava a hora de partir deste mundo. Extremamente magra e sem a mínima vontade sair da cama, ela trocava exaustivamente os canais do pequeno televisor de 14 polegadas que estava preso a um suporte fixado na parede. Sua mãe não demonstrava, mas preferia que sua filha morresse logo, pois não suportava mais ver sua agonia.
Letícia sempre foi uma menina vaidosa e desejada por muitos homens, mas era seletiva demais para ficar com “qualquer um”, e assim, esnobava a maioria. Com 56 kg muito bem distribuídos em 1,88 de altura, Letícia conseguiu ganhar vários concursos de beleza, mas o que impulsionou sua carreira foi o contrato que fechou com uma grande agência de modelos, chamada Glamour. A beleza dessa menina sonhadora causava inveja a muitas mulheres na pequena cidade onde morava com seus pais, no interior do Paraná e isso limitava seu ciclo de amizades. Mesmo viajando pelo mundo todo, sempre que podia, Letícia voltava pra casa e ficava o máximo de tempo possível com sua família, pela qual ela chorava muito quando estava longe. Com 16 anos de idade, ela era apenas uma adolescente começando a conhecer o mundo, isso às vezes a assustava e ela sentia vontade de abandonar tudo e voltar para a proteção de seu lar. O que Letícia mais sentia falta, era das horas que passava conversando com seu irmão Paulo. Mara e Felipe optaram por ter apenas dois filhos, pois não teriam condições financeiras para dar uma boa educação a mais alguém. Paulo, com 19 anos, cursava o segundo ano de direito em uma cidade não muito longe de onde moravam.  Mara, além de cuidar da casa, ajudava Felipe na pequena papelaria que possuíam há 10 anos, desde quando ele precisou se aposentar, ao sofrer um acidente de trabalho. A aposentadoria era o suficiente para as contas do dia a dia, mas Felipe não queria se tornar um inútil e também porque o dinheiro extra pagava uma escola particular para seus filhos e esse era o sonho do casal.
Apesar de ter um bom contrato, Letícia estava começando na carreira de modelo e não ganhava muito dinheiro, mas sempre que podia,  mandava algum para seus pais e também pagava a faculdade de seu irmão. Ela sabia que as coisas não seriam fáceis, pois nesse mundo, tem sempre um querendo "comer" o outro e para se chegar ao topo, é preciso se destacar, mas a disciplina de Letícia e o seu amor pelo que fazia, ajudava bastante.
No verão de 1990, pouco antes de completar 17 anos, Letícia foi passar as férias com seus pais e como presente de Natal, levou sua família em uma viagem de férias para uma praia do litoral de Santa Catarina, tudo pago com o dinheiro que ganhara desfilando. Alugaram uma casa de veraneio a duas quadras da praia. Já na primeira noite Letícia e Paulo foram até uma casa noturna muito badalada, a fim de dançar e beber. Apesar de ser menor de idade, Letícia parecia mais velha, por conta da sua altura, mas sempre que lhe era exigido uma documentação, ela apresentava uma identidade falsa, que comprara em São Paulo um ano antes. Ela já entrou no local chamando a atenção de todos, mas a companhia de Paulo mantinha os homens longe dela. Letícia não estava ali para ficar com ninguém, não era o seu estilo, ela queria ser notada e depois ir embora, mas nesta noite algo fugiu do seu controle. Os dois irmãos dirigiram-se até o bar, e foi lá que Letícia sentiu o ar lhe faltar pela primeira vez. Jacques tinha um estilo que não negava sua paixão pelo surf. Cabelo loiro, pele dourada, um corpo bem definido e um olhar misterioso. Ele estava sozinho e nem reparou na presença de Letícia, que sem pensar duas vezes puxou conversa. Ela usou a tática mais comum que existe, perguntou se já não o conhecia e o romance relâmpago teve início depois que ele abriu um sorriso encantador, deixando transparecer que sabia se tratar de uma cantada. Jacques e Letícia passaram a madrugada conversando e naquela altura a balada já não era mais importante. Paulo aproveitou que sua irmã estava acompanhada, para conhecer mulheres de todas as partes do País e por que não dizer do mundo, já que acabou beijando uma australiana que estava de férias no Brasil.
Durante os 10 dias que ficou no litoral catarinense, Letícia se encontrou com Jacques todos os dias, mas em nenhum momento ela conseguiu saber quem ele era na verdade, qual sua idade, sua profissão, onde morava... mas ela não estava muito interessada em saber o que ele escondia, Letícia queria apenas curtir aquele momento mágico com o homem a quem resolveu se entregar pela  primeira vez. Tudo se deu na praia onde a Lua reinava única na imensidão da noite. A praia estava deserta e Letícia percebeu que a hora tão esperada havia chegado. O homem que fez seu coração bater mais rápido estava ali, ao seu lado e em momento algum ela se arrependeu da decisão que tomou.
Quando chegou a hora de retornar para o interior do Paraná, Letícia foi até a praia a fim de se despedir de Jacques. Ela estava com o coração apertado por não saber se algum dia o veria novamente, foi quando ele lhe entregou um envelope branco, lacrado. Ele pediu para que ela não olhasse imediatamente o conteúdo da carta. Pediu para que ela abrisse o envelope quando já estivesse no caminho de volta e Letícia manteve a sua promessa. Quando ela o questionou, sobre o que havia no envelope, ele disse que ali estavam informações à seu respeito, as coisas mais íntimas de sua vida, enfim, tudo sobre ele. Letícia ficou feliz ao ouvir aquilo, ela não queria perder contato com ele, apesar de saber que aquilo tudo, nada mais era do que um romance de verão.
Despediram-se com um longo beijo, seguido de um abraço apertado. Os pais de Letícia já a aguardavam em frente a casa de praia. Só faltava ela chegar para que pudessem partir. Letícia não compartilhou detalhes daquele romance com seus pais, apenas Paulo foi seu cúmplice, mesmo assim ela não contou tudo o que havia acontecido.
Com a carta em mãos Letícia entrou no veículo. Antes mesmo de deixarem os limites da cidade ela rompeu o lacre do envelope e entrou em choque ao ler as poucas palavras que ali estavam. Sua respiração ficou ofegante e ela não conseguiu disfarçar, pois as lágrimas verteram de seus olhos instantaneamente e Paulo ficou assustado e antes mesmo de perguntar o que estava acontecendo, Paulo leu o conteúdo da carta e encarou sua irmã. Não foi preciso dizer nada para que ele soubesse que aquilo deveria ser um segredo entre eles. A carta era breve e continha as seguintes palavras:
“Você passou dias tentando me desvendar e agora quero dizer-te que eu já não existo. Estou morrendo por conta de uma infecção por HIV e com certeza você também está com o vírus. Não me julgue, apenas decidi que eu sou muito novo para morrer, mas se eu tenho que aceitar isso, levarei comigo o maior número de pessoas possíveis, tanto homens quanto mulheres e espero que um dia Deus me perde por ser tão cruel, mas isso tudo é porque eu já não tenho um coração, a vida me transformou em um ser vazio e sem sentimentos, você pra mim, nada mais foi do que uma aventura com um propósito... Não tente me encontrar, pois quando você ler isso, eu já estarei longe. Boa sorte em sua nova vida!”
                Paulo segurou forte a mão da irmã e ela se acalmou um pouco. Eles precisavam tomar cuidado para que seus pais não percebessem o que estava acontecendo. Ele colocou a cartão no bolso da bermuda e pediu a Deus para que Letícia não estivesse contaminada, mas após três meses repetindo os exames por causa da janela imunológica, veio a confirmação. Letícia viajaria um dia após pegar o resultado do exame, pois teria um desfile para fazer na cidade São Paulo, mas isso havia se tornando insignificante perto do que aconteceria com ela dali por diante. Ela chegou em casa aos prantos, abraçou sua mãe e lhe contou tudo. Foi naquele momento que Letícia entendeu o que Jacques quis dizer. Ela sentiu medo, revolta, raiva... Pensou em se matar, mas isso já não era preciso, pois em sua cabeça, ela morreria em breve.
                Após ouvir a opinião de alguns infectologistas, Letícia resolveu voltar ao trabalho e fazer de conta que nada estava acontecendo, mas o fantasma do HIV não a deixava, e aos 23 anos de idade, Letícia começou a ter as primeiras infecções por conta da AIDS e após meses de tratamento e inúmeras internações, a estadia de Letícia aqui neste mundo havia chegado ao fim.

Silvana Hennicka!!

Em Um Dia de Inverno!


Preguiça que dá sair da cama com esse frio, mas pior ainda é não ver o branco da geada lá fora. Pior é não ver as pessoas com tocas, luvas e cachecóis, indo apressadas para mais um dia de trabalho. Pior que o frio é não tomar aquele café quentinho com uma torrada feita na hora, enquanto checa os e-mails para ver se não tem nada importante.... A vida é tão simples, basta ser vivida, mas então por que não consigo ir em direção ao que me propus? Tenho tudo e, no entanto, parece que falta algo que não sei explicar o que é. Como acabar com esse vazio que me consome dia após dia? O que foi tirado daqui de dentro deste peito idiota que tá sempre querendo coisas impossíveis? Como dar um basta a isso tudo e parar de sofrer, para simplesmente voltar a viver? Por que eu ainda choro ao lembrar-me dos sonhos que se dissiparam com a tempestade, se eu sabia que eles eram frágeis como cristal e que deveriam ter ficados guardados em um lugar seguro? Fui eu quem vacilou ao achar que eles seriam eternos e indissolúveis. Eu deveria ter dado um passo de cada vez e não ter apostado todas as minhas fichas em palavras doces e atitudes impensadas. Hoje, eis que estou aqui, pagando o preço que me é cobrado, apenas por ter sido ingênua ao acreditar que o amor era maior que tudo, que nada poderia me atingir, bastava fechar os olhos e sonhar... Não tem como viver assim, de sonhos, pois um dia a gente acorda e percebe que as pessoas mudam e os sonhos desaparecem, tanto da sua mente quanto da mente de quem sonhou com você e o resultado disso se chama tristeza e solidão. Uma hora a euforia do recomeço me faz sentir imortal e no minuto seguinte, uma imagem tatuada na mente, traz em sua moldura um poço escuro, que tem o poder de arrancar lágrimas destes olhos que já brilharam tanto em momentos de pura emoção. Eu não sei de onde tirarei forças, mas nunca mais me permitirei sentir pena de mim mesma. Eu sei que sofro, tenho crises periódicas de tristeza, mas nunca, nunca mais eu terei minha auto piedade em evidência pelos atos dos outros e pelos meus próprios atos, afinal, eu acreditei no que eu quis acreditar, eu fiz o que pensei ser bom pra mim e sentir pena agora, não vai me fazer voltar no tempo e recomeçar, pois o que quero hoje é um "começo" e não um "recomeço". Quero partir do zero e tentar não errar tanto desta vez, quero não deixar minha felicidade nas mãos de ninguém e não fazer promessas que não conseguirei cumprir. Hoje, meu desejo é provar, não para quem me cerca, mas para mim mesma que eu sou capaz de andar com minhas próprias pernas e ser feliz com o que possuo, pois só assim eu conseguirei alcançar o que desejo, que é ficar frente a frente comigo mesma e esclarecer uns fatos que até hoje eu não consegui entender. Quero olhar no fundo dos meus olhos e poder dizer que eu não estava errada ao tomar certas atitudes e jogar esta culpa para bem longe do meu coração. Quero poder admitir que sou livre e que não tenho porque me aprisionar em uma jaula e jogar a chave fora. Eu não posso permitir isso, eu preciso é me lançar de um penhasco com a certeza de que aprenderei a voar antes de chegar ao chão e assim, sentir a tão sonhada liberdade. Imploro todos os dias ao universo, que me dê a direção, pois não basta ter a chave, é preciso saber em qual fechadura colocá-la e para qual lado girá-la, mas já fico feliz por ter tido coragem de admitir que preciso sair da gaiola e acreditar mais na minha capacidade e no meu talento, pois quando a hora certa chegar eu terei coragem o suficiente para ir de encontro a tudo o que sonhei, pois eles, os meus sonhos, continuam guardados naquela caixa de memórias que só eu sei onde está, apesar de achar que eles não são o combustível que me mantêm viva, eu ainda quero... Que me perdoem as pessoas a quem magoei, pois sei da minha instabilidade emocional e não tenho vergonha de admitir que eu não sou perfeita e que preciso de um colo de vez enquanto. Com todas as minhas forças, eu estou buscando o equilíbrio para que quando chegar a hora do encontro, eu possa olhar e dizer que sou o desejo realizado em meio as traições do destino.

Silvana Hennicka

sábado, 5 de dezembro de 2015

Volta Logo Para os Meus Braços

Queria ter o poder de viajar através do tempo e fazer com que essa distância já não existisse. Queria poder acordar ao seu lado e ouvir sua voz rouca sussurrando "bom dia" em meu ouvido. O tempo está demorando mais do que de costume para passar e meu corpo sofre a sua ausência. Faltam poucos dias pra eu poder lhe abraçar, sentir seu cheiro e seu calor. As vezes acho que essa dor que a distância proporciona só é suportada pela certeza do reencontro, não importa quanto tempo ficamos longe um do outro, o que importa é que temos a arma para destruir essa saudade, o nosso amor.

- Silvana Hennicka!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Muitas Vezes Vale à Pena Tentar


Eu não estava sozinha por falta de opção, o problema é que não via nas opções que tinha, alguém bom o bastante pra me fazer sentir vontade de embarcar nessa viagem chamada paixão. Melhor seguir a vigam sozinha a ter que arrastar alguém, para no final da viagem essa pessoa te largar na estação e subir em outro trem sem você. Às vezes estar só é a melhor escolha, a não ser que você saiba viver tão bem sozinha que a vida decida lhe presentear com alguém que realmente valha à pena. Quantos homens legais já cruzaram o seu caminho e você perdeu a chance de ter com eles um relacionamento duradouro e saudável? Quantas vezes você já se sentiu amada e protegida, mas por pura falta de competência viu tudo escapar por entre seus dedos? Sabe por que a maioria dos relacionamentos não dão certo? Porque você se modifica com o tempo, tornando-se uma mulher em busca de um status social ao invés de um relacionamento. As mulheres transformam seus namoros em um circo. Além de terem o companheiro como propriedade, precisam expor para o mundo que colocaram uma coleira em alguém, porque não basta ter "ele" consigo, milhares de pessoas precisam estar na platéia observando e destruindo tudo com as máscaras da inveja. Quantas vezes terei que repetir, tesouros devem ser guardados longe dos olhos do mundo. Não jogue sua felicidade aos quatro ventos, ela tem que ser vivida no anonimato, ou entre as pessoas que gostam de vocês de verdade. As pessoas se tornaram cruéis e uma simples frase carregada de maldade, pode plantar a semente da insegurança na cabeça de alguém. Se você conseguiu encontrar uma pessoa que te completa, aguarde até esse relacionamento ser algo que não importa o que as más línguas falem, vocês já se conhecem o suficiente para ignorar a maldade que existe no mundo e assim, usar a inveja como o adubo de algo que só está brotando, mas que ainda dará muitos frutos.

_ Silvana Hennicka

Os Homens Não São Todos Iguais!

Não aguento mais as mulheres dizendo que os homens são todos iguais. Será que os homens são todos iguais ou são as mulheres que já não fazem a diferença na vida deles? As mulheres andam se comportando como se fossem homens também, usando como desculpa o movimento feminista que em hipótese alguma é como o machismo. Por mais que hoje tenhamos direitos iguais, graças ao movimento feminista, não dá pra achar que podemos levar a vida como se fossemos homem e depois exigir respeito. Os homens não são todos iguais, as mulheres é que estão muito diferentes. Não dá pra agir como homem e depois exigir respeito, não, não dá e no fundo todas sabem disso. Se você se comporta como um objeto, será tratada como tal. Se você vai pra cama com qualquer um, será vista como uma qualquer. Se você é daquelas que faz sexo casual, não é mulher para andar de mãos dadas em público ou apresentada a família de alguém que sonha um dia se casar e constituir uma família e sim, isso é considerado machismo, mas agora eu pergunto: Se você fosse homem e todos os seus amigos já tivessem "traçado" aquela menina linda, com a qual você está afim de um relacionamento mais sério, será que você a assumiria? Acho que as mulheres deveriam para e pensar um pouco, sobre como estão levando suas vidas antes de dizer que os homens são todos iguais. Acho que poderíamos usar essa frase para aqueles oportunistas que estão atrás de sexo fácil em casas noturnas e bares da moda, onde encontram mulheres do mesmo "nível". Coincidência ou não, são exatamente essas mulheres que rotulam os homens como todos iguais. Me poupem! Como levar a sério uma mulher que anda com saia do tamanho de um "band aid", peitos de fora e que no final da noite não sabe nem o rumo de casa, de tão bêbada que está? Entendam uma coisa meninas (ou mulheres loucas pra arrumar um "macho" que decida colocar uma aliança em um dos seus dedos esquerdo), os homens estão se tornando o reflexo de uma mudança feminina. A maioria dos meus amigos são homens e eu sei muito bem como eles pensam. Eles estão mais desesperados que as mulheres, pois ainda sonham em encontrar uma pessoa decente pra ser a mãe dos seus filhos e sabem que isso é como ganhar na loteria. Um homem nem sempre quer uma mulher linda, magra, independente, ele quer apenas alguém que possa respeitá-lo e que guarde a sua privacidade pra ela mesma, sem expor cada segundo da sua vida nas redes sociais. Eu, como mulher, me sinto envergonhada de vê-las bebendo mais do que os homens, fumando, rindo alto em público, usando roupas inadequadas e se comportando como se estivessem em uma frutaria a espera daquela apalpada pra ver se tá no ponto de comer. 

- Silvana Hennicka!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Até Para Sofrer Há Um Limite

O que leva uma mulher a se humilhar tanto por pensar que ama um homem? Desde quando esse tipo de sentimento pode ser comparado com amor. Amiga, ele não te quer mais, ele está com outra e cometer a burrice de ligar pra ele enquanto ele está com ela é simplesmente estar abaixo do nível do fundo do poço. Eu poderia te dar um conselho se você não tivesse perdido a capacidade de ouvir e enxergar, pois a sua vida gira em torno do umbigo de um homem que, há mais de 2 anos te deu um fora com o tamanho da circunferência do estádio do Maracanã. Acho que agora já deu né? Vamos lavar essa cara e voltar a viver pra você. Vamos parar de festar todas as noites e voltar para casa bêbada, colocando em risco algo que deveria ser importante pra você, o seu trabalho. Se olhe no espelho e repita que você é melhor do que esse farrapo que você se transformou. Pare de sair com qualquer um achando que assim, você vai preencher o vazio deixado por ele, não vai, fazendo isso você está se afastando cada vez mais de você mesma. Dá um tempo e volta pra dentro de você, afinal, homem nenhum merece isso, nem que fosse o grande amor da sua vida, o que não é o caso. Quando a gente aceita, dói menos e acredito que você está vivendo em estado de transe permanente ao não perceber que já perdeu 2 anos da sua linda vida correndo atrás das águas de um rio escuro e sombrio.

- Silvana Hennicka