domingo, 13 de dezembro de 2015

Talvez Tenha Acabado o Amor

Hoje eu li uma frase interessante: "Mulheres que ainda não encontraram o amor da sua vida, ficam pegando o das outras". Já vi tantos casais infelizes e que nem se tocam a respeito disso, a não ser quando é pra expor para a sociedade uma felicidade que não existe. Eu mesma já amei várias vezes e acho que existem vários "amores da minha vida", cada um diferente do outro e não acho que eu precisasse fingir ser feliz ao lado de alguém, mesmo sabendo que essa pessoa está "amando outro alguém". Quando um homem se apaixona por outra mulher e pára de sentir atração por sua esposa, namorada... Não adianta disfarçar a realidade, pois o que vale mesmo é o que se tem no coração, onde estão os pensamentos dele, com quem ele gostaria de estar, ou com que ele está, sempre que pode? Existem mulheres que sabem que estão sendo traídas e mesmo assim se submetem a uma "meia vida". Homens ficam sob o mesmo teto com uma mulher que eles não suportam, usando como desculpa os filhos ou simplesmente, porque é mais cômodo e assim, vão envelhecendo como pássaros engaiolados, ou porque permitiram que cortassem suas asas. Eu já tive a necessidade de ter alguém pra chamar de "meu", hoje me alegra saber que tenho alguém "comigo", mesmo que em pensamento. Ser desejada e amada é muito mais do que ter um corpo na mesma cama. Uma crise no casamento deveria ser o sinal de alerta para que haja um resgate, mas a pessoa começa a fazer tudo ao contrário, se preocupando apenas em mostrar para o mundo que ela colocou uma coleira em alguém e que só ela pode soltar. Coisa mais estúpida é achar que manter um pássaro na gaiola vai fazer ele te amar. O pássaro aprende a conviver apenas por sobrevivência, mas assim que você abrir a gaiola ele vai voar em direção à pessoa que lhe mostrou o quão valiosa é a liberdade, a falta de ar, a adrenalina que uma grande paixão libera, as loucuras que se faz apenas para dar um abraço.... Se realmente você ama o seu pássaro, chegou a hora de abrir a gaiola, apenas para ter a certeza de que esse amor é recíproco, pois se ele te amar assim como você pensa, ele não baterá assas para longe e mesmo que bata, ele voltará correndo para a proteção da sua gaiola sempre que a saudade apertar.

- Silvana Hennicka

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meus Opostos

Os opostos do que sou me confundem e já não sei mais o que é preciso fazer, como devo agir ou para onde devo fugir. Minha mente busca as respostas, mas meu coração se recusa a ouvi-la. Quero paz, quero viver, quero amar... No fundo o amor me consome dias sem fim, noites sem fim e a dor da indecisão me tira o sono. É o incerto que me rege, é a dúvida que me domina e eu já não consigo dar um passo a frente e seguir sem deixar o medo tomar conta do meu ser. Para que tantas perguntas dentro de uma mente, que no fundo deveria estar vazia? Para que esperar ainda por respostas, que no fundo, já não fazem a diferença? Se eu acreditasse em bruxaria, talvez eu fizesse uma poção mágica e então, mudaria tudo, menos o amor que carrego no peito, dentro desse coração cheio de cicatrizes e lembranças, pois o amor não deve se extinguir ou se dissipar, igual a muitos sonhos que já tive. Se meu sorriso pudesse arrancar a tristeza dos olhos dos que amo, o mundo não veria mais nenhuma lágrima descendo pelo meu rosto e então, eu fingiria que a felicidade se faz presente o tempo todo na minha vida e a tristeza só seria notada pela minha alma, que aos poucos deixaria meu corpo para se lançar nos braços da eternidade. Não entendo como meus olhos não conseguem refletir o que estou sentindo. Como é possível não ver o quanto o meu silêncio fala e o quão revolto é o mar do meu sofrimento, que através de suas calmas ondas, varem a imensidão da minha vida? 

- Silvana Hennicka

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Uma Voz Serena...

O sorriso eu já não sei, mas a voz não era a mesma, tinha um toque de serenidade, já não havia aquela prepotência de outrora nos sons que ele emitiu durante aquela curta conversa. Teria ele mudado, ou apenas voltado a ser a pessoa por quem ela se lançou ao vento, com a certeza de que ele lhe daria asas? Como saber, se nessas horas o coração fica meio burro, meio sem rumo... E o que dizer da alma, que agora grita e implora para ser libertada e ir de encontro ao seu outro eu? As jaulas dessa prisão invisível já não são mais o suficiente para manter esta mulher longe do seu Sol. Como esquecer aquela voz, que agora vai atormentá-la pra sempre, como um fantasma que assombra as noites de solidão? Como não lembrar daquele rosto que brilhava quando a via se aproximando? Como esquecer que um dia eles foram um só ser, e aceitar que não se pode viver apenas com as sobras, é preciso colar os pedaços e ir de encontro ao desconhecido, deixando para trás as coisas que não precisam mais existir, as coisas insignificantes que destruíram essas almas, que no vazio da noite, choram a ausência uma da outra. Há muito eu sei que o sono se tornou algo puramente obrigatório para este corpo que, na maioria das vezes preferia nem acordar, na esperança de sonhar tudo de novo, de ouvir a voz doce novamente, nem que isso se desse em meio ao vazio e a escuridão da noite. 

Silvana Hennicka!!!

Se Dê Valor!

Acho bem frustrante homens que falam a seguinte frase: "Se a calcinha combina com o sutiã, não foi você quem a conquistou", como se fossemos um bando de loucas por sexo, como se fossemos a um bar pra terminar a noite gemendo na cama de algum fumante bêbado e que no outro dia não vai lembrar nem o nosso nome. Homens, vocês estão por fora, muita coisa mudou, ainda existem mulheres que se arrumam para si mesmas, que gostam de se olhar no espelho e não apenas serem observadas, que gostam de tomar banho e colocar uma camiseta branca sem nada por baixo e desfilar sozinha pela casa. Muitas mulheres malham pra ter um corpo legal para elas. O que leva vocês a pensarem que mulher descomprometida só sai à noite pra "caçar" ou pra ser "comida"? Eu tenho a resposta, o comportamento de algumas mulheres. A quem eu quero enganar? É triste mas é a realidade, muitas mulheres cuidam do corpo, fazem dieta, usam calcinha combinando com o sutiã, pois o que elas mais querem é encontrar alguém disposto a desfrutar de tudo isso, sem mesmo conhecê-la, pois assim ela terá alguns minutos onde seus sonhos se realizam, mesmo que o preço seja o arrependimento no dia seguinte. Existe um número muito baixo de mulheres que sabem lidar com essa independência sexual e as que sabem, não precisam se preocupar em como estão vestidas ou qual o seu percentual de gordura corporal, pois homem não dá importância para essas coisas quando o assunto é sexo casual, então o que a mulher precisa fazer é selecionar uma vítima e se divertir muito, quem sabe até com mais de um ao mesmo tempo e no outro dia ela toma seu banho e está muita satisfeita com sigo mesma. Seu rosto está radiante e ela não está nem aí para o que vão falar da sua moral, até mesmo porque esse tipo de mulher é independente e auto-suficiente. Então, voltando ao começo da história, se você, na hora de se arrumar pra uma festa pensou em colocar uma lingerie combinando, com medo de encontrar alguém e rolar algo mais íntimo, você está sendo classificada pelos homens como mulher "fácil", mulher que não precisa ser conquista e que não merece nem um jantar antes da transa. Se você não é uma mulher madura o suficiente para bancar os seus atos sem se importar com o depois, tome cuidado com as transas casuais com homens que não tem intimidade com você, pois a sua vida pode se tornar um "poço" de tristeza na hora que você estiver sozinha na sua cama e não receber a resposta das mensagens que envia para os homens com quem já transou. Uma alerta para o sexo feminino e que ainda deveria ser frágil e buscar proteção: Valorize-se ou então, nunca terá valor pra ninguém, tipo moeda de um centavo, existe, mas ninguém quer porque pensam não ter valor.

- Silvana Hennicka

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Destino Pode Ser Cruel

Samanta tinha 21 anos, era feliz e realizada, mas no fundo da sua alma, ela e ainda tinha esperança de encontrar seu pai. Sua mãe havia engravidado em uma festa, no término do colegial, em uma noite de bebedeira e muito sexo. Os rapazes haviam colocado drogas nas bebidas que serviram às meninas, sem que elas soubessem. Tudo havia sido combinado antes entre eles, para conseguirem fazer sexo com tantas quantas pudessem, sem que elas se lembrassem depois. A mãe de Samanta, Maria Clara, estava na festa e como todas as outras adolescentes, não lembrava direito o que havia acontecido, até encontrar um bilhete no bolso do seu casaco, dois dias depois. O bilhete não dizia muita coisa, mas foi o suficiente para abalar a estrutura da adolescente.
“Você é tão bela como a Lua e eu não poderia permitir que alguém mais a tocasse, além de mim, então eu a protegi. Você foi só minha a noite toda e eu casaria com você se meus pais não tivessem planos mais ousados para mim. Nunca vamos nos reencontrar, acho até que você nem se lembra de mim. Desde que a vi chegar na festa, não consegui ver mais ninguém. Guardarei o seu sorriso e o seu cheiro para sempre comigo. Desculpe-me por possuí-la sem a sua permissão. Você era virgem. Não me enganei, quando senti que você era diferente das demais. Desejo sucesso na sua vida. Adeus!”
                Logo após saber o que havia acontecido naquela noite, Maria entrou em contato com as amigas para tentar descobrir quem era o autor do bilhete, mas as meninas estavam mais preocupadas em se preparar para as férias do que com a virgindade dela e com o passar dos dias, Maria acabou se conformando com o ocorrido. Decidiu não falar nada para seus pais, pois eles, como sempre, não acreditariam nela. Maria Clara guardou aquele bilhete como se fosse um tesouro, pois pensou que um dia encontraria o “dono” daquelas palavras. Uns 40 dias se passaram após o término das aulas, quando Maria começou a sentir tonturas e enjôos matinas. Eram os primeiros sintomas da gravidez. Uma gravidez nada planejada, e pior, sem que ela se lembrasse da noite em que tudo se deu. Maria Clara não se deu conta do que estava acontecendo e então, sua mãe a levou no médico e após alguns exames o resultado foi positivo. Os pais de Maria nunca acreditaram na história do bilhete e da festa, forçando-a a contar quem era o pai da criança, mas com o tempo desistiram e decidiram aceitar a idéia de terem um neto. Fizeram um acordo com Maria, quando a criança nascesse ela a amamentaria e depois iria para a faculdade e Maria concordou, pois não aceitou fazer um aborto. Na verdade Maria Clara havia se apaixonado por um fantasma e todas as noites ela relia o bilhete e sentia aquele homem tão perto de si, como se o conhecesse. Ela imaginava seu rosto e assim, sonhava com ele.
                Quando Samanta nasceu, Maria a entregou para sua mãe, ainda no hospital dizendo: _ Cuida dela pra mim como se fosse sua filha? Eu vou pra faculdade mãe e não quero que ela saiba que sou a mãe dela, por favor, cuida dela pra mim?
                Dona Leonor pegou a pequena menina nos braços e disse que ela se chamaria Samanta e com os olhos cheios de lágrimas e já sentindo um amor enorme por aquela criança, decidiu que cuidaria dela, mas que jamais tiraria de Maria Clara o direito de ser mãe dela.
                Os anos se passaram e a pequena Samanta cresceu. Aos 8 anos de idade e com maturidade o suficiente pra entender que ela não tinha um pai, decidiu questionar a todos sobre o assunto. Enquanto ela era pequena, havia sido fácil enrolá-la, mas agora era preciso contar a verdade. Mas que verdade, se ninguém sabia da verdade? Os pais de Maria nunca acreditaram nela e ela não se lembrava de nada sobre a noite que engravidou, então, o que dizer para Samanta? Que sua existência provinha de um conto de fadas? Dona Leonor ligou pra Maria Clara, que a essa altura estava formada e trabalhando em outra cidade, que a hora de revelar o segredo havia chegado. Maria Clara viajou até a casa dos pais no final de semana seguinte e em uma tarde ensolarada contou a verdade para a pequena Samanta entregando-lhe o bilhete, que até então, ela guardava consigo. A menina não entendeu muita coisa, apenas que não tinha um pai e que nem sua mãe sabia quem ele era. Samanta guardou o pequeno bilhete no meio de um diário com uma pequena chave, como se fosse um tesouro, escrevendo no verso: “Um dia vou te encontrar papai!”
                No domingo à tarde Maria Clara precisou voltar para casa, mas um grave acidente de carro tirou sua vida instantaneamente. Ela era a única filha de Dona Leonor e seu Joaquim e como era desejo de Maria, Samanta, virou a única razão para que o casal continuasse lutando pela vida.
                Samanta sempre foi um exemplo de criança. Cresceu recebendo uma excelente educação e quando entrou para o colegial, decidiu que queria ser enfermeira, igual sua mãe e após três anos de muito estudo, ela passou em um dos vestibulares mais concorridos, pois queria estudar em uma universidade federal e foi o que aconteceu. Alguns dias antes de começar as aulas, seu Joaquim e Dona Leonor a levaram para conhecer o pensionato para moças onde ela moraria nos próximos 4 anos. O lugar era muito acolhedor e de imediato, Samanta se sentiu em casa.
                O velho casal voltou pra o interior, mas seu coração ficou na capital, junto com Samanta, que se adaptou rápido a nova vida e apesar de ter sido criada em uma cidade pequena, fez muitos amigos, tanto na universidade, quanto no próprio pensionato.
                Samanta achou o primeiro ano de faculdade muito fácil e não via a hora de acabar as férias para voltar pra capital e recomeçar os estudos. Mesmo sendo muito focada no que queria, Samanta começou a se descobrir como mulher. Com 18 anos de idade, ela nunca havia prestado muito atenção nos homens que a rodeavam. Alguns até pensavam que ela fosse “lésbica” e ela ria dos comentários. Durante os dois meses que passou com seus avós, ela não saía da frente do computador e não largava o celular. Parecia que suas amigas estavam ali no quarto com ela, pois interagiam o tempo todo. As férias acabaram e Samanta voltou para a universidade. Durante os três primeiros anos de estudo, Samanta namorou alguns garotos, mas não conseguia levar nada adiante. Dizia que eles eram infantis demais e que só namoraria sério quando encontrasse um homem de verdade e foi o que aconteceu. No início do último ano da Faculdade, Samanta foi fazer estágio em um hospital público. Em seu primeiro dia de trabalho, quando foi até a cantina do hospital para almoçar, junto com suas colegas de estágio, Samanta ficou sem fôlego quando viu um médico se sentando na mesa ao lado. Na verdade as 4 meninas o notaram, mas decidiram que ele seria de Samanta, pois era velho demais para elas e todas riram da brincadeira. As gargalhadas chamaram a atenção dele, que sorriu olhando direto para Samanta. Ela ficou sem graça e envergonhada. Entre uma garfada e outra, as trocas de olhares continuaram até ele se levantar e levar sua bandeja ao balcão. Samanta o seguiu com os olhos e quando ele estava quase saindo da cantina, ele parou e voltou até a mesa delas. O médico, que aparentava ter quase 40 anos, parou em frente à mesa delas e retirou da carteira um cartão de visita, entregando-o a Samanta. Enquanto ela pegava o cartão ele disse que era para o caso de ela ter algum problema cardíaco, já que ele era cardiologista. As 4 jovens ficaram sem ação perante a situação e assim que ele se afastou começaram a rir, enquanto Samanta olhava para o cartão.
                O romance entre Samanta e Paulo Henrique foi fulminante. Ele estava em um divórcio conturbado e encontrou nela a fuga perfeita dos problemas. “Ela é incrível”, dizia ele aos seus amigos. Sempre que podiam eles estavam juntos e Samanta quase não ficava na pensão, mas omitia isso de seus avós para não preocupá-los. Ela ajudou Paulo Henrique a mobiliar o apartamento e a comprar as coisas que faltavam. Quando tinham tempo disponível, Samanta fazia questão de cozinhar para ele. Os meses se passaram e antes de concluir o curso, Samanta já estava morando com Paulo e o conto de fadas estava se tornando realidade. Paulo Henrique a transformou em uma mulher, lhe ensinando tudo sobre sexo e a diferença de idade não significava nada para eles. Procuravam não falar do passado e Samanta nunca lhe contou sobre seu pai ou a morte de sua mãe, dizia apenas que os pais haviam morrido em um acidente de carro e ele não a questionava a respeito. O ano chegou ao fim e com ele os estudos de Samanta que por ter sido a melhor aluna da turma já estava contratada pelo hospital onde Paulo Henrique fazia plantão uma vez por semana e ela havia feito estágio. A formatura seria no mês de fevereiro, mas pra surpresa de Samanta, ela descobriu que estava grávida 10 dias antes e decidiu guardar a surpresa para a noite do baile. A noite tão aguardada chegou e enquanto Samanta terminava de se arrumar no closet, Paulo sentiu que precisava cortar uma unha que estava lhe incomodando e na tentativa de encontrar um corta unhas em meio as coisas de Samanta, ele encontrou o pequeno diário, que após tantos anos já não tinha chaves. Em meio a sua curiosidade sobre um objeto tão antigo, ele o abriu e deixou cair o pequeno bilhete. Após pega-lo do chão do quarto, ele o leu. Quando Samanta entrou no quarto e viu ele com o diário nas mãos, ficou sem jeito, pois não queria lhe explicar sobre aquilo na noite mais feliz de sua vida, foi quando ele olhou pra ela e disse: “Eu escrevi isso.”


- Silvana Hennicka!

Erros de Mãe, Sofrimento de um Filho!

Fico aqui sentada vendo meu irmão preparar um beg de maconha e tentando entender o que leva um jovem saudável a viver uma vida tão agitada e tão vazia. 23 anos de uma vida totalmente sem conteúdo, como acontece com a maioria dos jovens da atualidade. Ele, particularmente, vive à base de café, coca-cola, cigarro, bebida e maconha, não estuda, não trabalha e se alimenta mal... Amo o meu irmão caçula, mas já não há nada que eu possa fazer em relação a sua vida, uma vida triste e totalmente vazia, sem muita perspectiva de futuro. Tenho dois contrastes em minha família, um irmão empresário e outro irmão sem futuro, que não consegue nem viver o presente, vive no passado. Uma criança no corpo de um lindo jovem, que através de uma trajetória conturbada, deixou sua alma em uma prisão sem grades. Um ser bom, que chora de tristeza quando percebe que foi excluído pela própria mãe. Não culpo minha mãe por isso, pois a vida também lhe foi cruel e talvez ela não devesse ter tido um filho aos 37 anos de idade, quando eu e meu outro irmão já estávamos criados, mas temos que arcar com as consequências dos nossos erros e ela não deveria ter jogado sobre ele, todas as suas frustrações e quem sabe seja esse o motivo de ela não permitir que ele crie assas e se vá. Ela briga o tempo todo, tentando educá-lo, mas não permite ficar sem ele por perto. Acredito que minha mãe seja mais perdida do que meu irmão, pois ela não tem nenhuma fuga para esquecer os seus próprios erros e sofre por pensar que não foi uma boa mãe, porém, nunca admitirá seus erros e sua vida continuará assim, sem sentido algum. Ela finge uma felicidade que não existe, enquanto ele tenta ser feliz através de seus vícios. Sem querer criticar ninguém, continuo aqui, vendo essa cena, que poderia ser encaixada em uma novela qualquer ou em um jornal sensacionalista. É bem provável que minha mãe morra de tristeza, não por ter um filho que se transformou no oposto do que a sociedade acha perfeito, mas por não ter forças para mudar a situação e então fica assim, vendo seu filho morrendo aos poucos, não uma morte de corpo, mas de alma!

Silvana Hennicka!!

Um Sonho Interrompido Pelo HIV

1996, um calor insuportável invadia o quarto do velho hospital público onde Letícia esperava a hora de partir deste mundo. Extremamente magra e sem a mínima vontade sair da cama, ela trocava exaustivamente os canais do pequeno televisor de 14 polegadas que estava preso a um suporte fixado na parede. Sua mãe não demonstrava, mas preferia que sua filha morresse logo, pois não suportava mais ver sua agonia.
Letícia sempre foi uma menina vaidosa e desejada por muitos homens, mas era seletiva demais para ficar com “qualquer um”, e assim, esnobava a maioria. Com 56 kg muito bem distribuídos em 1,88 de altura, Letícia conseguiu ganhar vários concursos de beleza, mas o que impulsionou sua carreira foi o contrato que fechou com uma grande agência de modelos, chamada Glamour. A beleza dessa menina sonhadora causava inveja a muitas mulheres na pequena cidade onde morava com seus pais, no interior do Paraná e isso limitava seu ciclo de amizades. Mesmo viajando pelo mundo todo, sempre que podia, Letícia voltava pra casa e ficava o máximo de tempo possível com sua família, pela qual ela chorava muito quando estava longe. Com 16 anos de idade, ela era apenas uma adolescente começando a conhecer o mundo, isso às vezes a assustava e ela sentia vontade de abandonar tudo e voltar para a proteção de seu lar. O que Letícia mais sentia falta, era das horas que passava conversando com seu irmão Paulo. Mara e Felipe optaram por ter apenas dois filhos, pois não teriam condições financeiras para dar uma boa educação a mais alguém. Paulo, com 19 anos, cursava o segundo ano de direito em uma cidade não muito longe de onde moravam.  Mara, além de cuidar da casa, ajudava Felipe na pequena papelaria que possuíam há 10 anos, desde quando ele precisou se aposentar, ao sofrer um acidente de trabalho. A aposentadoria era o suficiente para as contas do dia a dia, mas Felipe não queria se tornar um inútil e também porque o dinheiro extra pagava uma escola particular para seus filhos e esse era o sonho do casal.
Apesar de ter um bom contrato, Letícia estava começando na carreira de modelo e não ganhava muito dinheiro, mas sempre que podia,  mandava algum para seus pais e também pagava a faculdade de seu irmão. Ela sabia que as coisas não seriam fáceis, pois nesse mundo, tem sempre um querendo "comer" o outro e para se chegar ao topo, é preciso se destacar, mas a disciplina de Letícia e o seu amor pelo que fazia, ajudava bastante.
No verão de 1990, pouco antes de completar 17 anos, Letícia foi passar as férias com seus pais e como presente de Natal, levou sua família em uma viagem de férias para uma praia do litoral de Santa Catarina, tudo pago com o dinheiro que ganhara desfilando. Alugaram uma casa de veraneio a duas quadras da praia. Já na primeira noite Letícia e Paulo foram até uma casa noturna muito badalada, a fim de dançar e beber. Apesar de ser menor de idade, Letícia parecia mais velha, por conta da sua altura, mas sempre que lhe era exigido uma documentação, ela apresentava uma identidade falsa, que comprara em São Paulo um ano antes. Ela já entrou no local chamando a atenção de todos, mas a companhia de Paulo mantinha os homens longe dela. Letícia não estava ali para ficar com ninguém, não era o seu estilo, ela queria ser notada e depois ir embora, mas nesta noite algo fugiu do seu controle. Os dois irmãos dirigiram-se até o bar, e foi lá que Letícia sentiu o ar lhe faltar pela primeira vez. Jacques tinha um estilo que não negava sua paixão pelo surf. Cabelo loiro, pele dourada, um corpo bem definido e um olhar misterioso. Ele estava sozinho e nem reparou na presença de Letícia, que sem pensar duas vezes puxou conversa. Ela usou a tática mais comum que existe, perguntou se já não o conhecia e o romance relâmpago teve início depois que ele abriu um sorriso encantador, deixando transparecer que sabia se tratar de uma cantada. Jacques e Letícia passaram a madrugada conversando e naquela altura a balada já não era mais importante. Paulo aproveitou que sua irmã estava acompanhada, para conhecer mulheres de todas as partes do País e por que não dizer do mundo, já que acabou beijando uma australiana que estava de férias no Brasil.
Durante os 10 dias que ficou no litoral catarinense, Letícia se encontrou com Jacques todos os dias, mas em nenhum momento ela conseguiu saber quem ele era na verdade, qual sua idade, sua profissão, onde morava... mas ela não estava muito interessada em saber o que ele escondia, Letícia queria apenas curtir aquele momento mágico com o homem a quem resolveu se entregar pela  primeira vez. Tudo se deu na praia onde a Lua reinava única na imensidão da noite. A praia estava deserta e Letícia percebeu que a hora tão esperada havia chegado. O homem que fez seu coração bater mais rápido estava ali, ao seu lado e em momento algum ela se arrependeu da decisão que tomou.
Quando chegou a hora de retornar para o interior do Paraná, Letícia foi até a praia a fim de se despedir de Jacques. Ela estava com o coração apertado por não saber se algum dia o veria novamente, foi quando ele lhe entregou um envelope branco, lacrado. Ele pediu para que ela não olhasse imediatamente o conteúdo da carta. Pediu para que ela abrisse o envelope quando já estivesse no caminho de volta e Letícia manteve a sua promessa. Quando ela o questionou, sobre o que havia no envelope, ele disse que ali estavam informações à seu respeito, as coisas mais íntimas de sua vida, enfim, tudo sobre ele. Letícia ficou feliz ao ouvir aquilo, ela não queria perder contato com ele, apesar de saber que aquilo tudo, nada mais era do que um romance de verão.
Despediram-se com um longo beijo, seguido de um abraço apertado. Os pais de Letícia já a aguardavam em frente a casa de praia. Só faltava ela chegar para que pudessem partir. Letícia não compartilhou detalhes daquele romance com seus pais, apenas Paulo foi seu cúmplice, mesmo assim ela não contou tudo o que havia acontecido.
Com a carta em mãos Letícia entrou no veículo. Antes mesmo de deixarem os limites da cidade ela rompeu o lacre do envelope e entrou em choque ao ler as poucas palavras que ali estavam. Sua respiração ficou ofegante e ela não conseguiu disfarçar, pois as lágrimas verteram de seus olhos instantaneamente e Paulo ficou assustado e antes mesmo de perguntar o que estava acontecendo, Paulo leu o conteúdo da carta e encarou sua irmã. Não foi preciso dizer nada para que ele soubesse que aquilo deveria ser um segredo entre eles. A carta era breve e continha as seguintes palavras:
“Você passou dias tentando me desvendar e agora quero dizer-te que eu já não existo. Estou morrendo por conta de uma infecção por HIV e com certeza você também está com o vírus. Não me julgue, apenas decidi que eu sou muito novo para morrer, mas se eu tenho que aceitar isso, levarei comigo o maior número de pessoas possíveis, tanto homens quanto mulheres e espero que um dia Deus me perde por ser tão cruel, mas isso tudo é porque eu já não tenho um coração, a vida me transformou em um ser vazio e sem sentimentos, você pra mim, nada mais foi do que uma aventura com um propósito... Não tente me encontrar, pois quando você ler isso, eu já estarei longe. Boa sorte em sua nova vida!”
                Paulo segurou forte a mão da irmã e ela se acalmou um pouco. Eles precisavam tomar cuidado para que seus pais não percebessem o que estava acontecendo. Ele colocou a cartão no bolso da bermuda e pediu a Deus para que Letícia não estivesse contaminada, mas após três meses repetindo os exames por causa da janela imunológica, veio a confirmação. Letícia viajaria um dia após pegar o resultado do exame, pois teria um desfile para fazer na cidade São Paulo, mas isso havia se tornando insignificante perto do que aconteceria com ela dali por diante. Ela chegou em casa aos prantos, abraçou sua mãe e lhe contou tudo. Foi naquele momento que Letícia entendeu o que Jacques quis dizer. Ela sentiu medo, revolta, raiva... Pensou em se matar, mas isso já não era preciso, pois em sua cabeça, ela morreria em breve.
                Após ouvir a opinião de alguns infectologistas, Letícia resolveu voltar ao trabalho e fazer de conta que nada estava acontecendo, mas o fantasma do HIV não a deixava, e aos 23 anos de idade, Letícia começou a ter as primeiras infecções por conta da AIDS e após meses de tratamento e inúmeras internações, a estadia de Letícia aqui neste mundo havia chegado ao fim.

Silvana Hennicka!!

Em Um Dia de Inverno!


Preguiça que dá sair da cama com esse frio, mas pior ainda é não ver o branco da geada lá fora. Pior é não ver as pessoas com tocas, luvas e cachecóis, indo apressadas para mais um dia de trabalho. Pior que o frio é não tomar aquele café quentinho com uma torrada feita na hora, enquanto checa os e-mails para ver se não tem nada importante.... A vida é tão simples, basta ser vivida, mas então por que não consigo ir em direção ao que me propus? Tenho tudo e, no entanto, parece que falta algo que não sei explicar o que é. Como acabar com esse vazio que me consome dia após dia? O que foi tirado daqui de dentro deste peito idiota que tá sempre querendo coisas impossíveis? Como dar um basta a isso tudo e parar de sofrer, para simplesmente voltar a viver? Por que eu ainda choro ao lembrar-me dos sonhos que se dissiparam com a tempestade, se eu sabia que eles eram frágeis como cristal e que deveriam ter ficados guardados em um lugar seguro? Fui eu quem vacilou ao achar que eles seriam eternos e indissolúveis. Eu deveria ter dado um passo de cada vez e não ter apostado todas as minhas fichas em palavras doces e atitudes impensadas. Hoje, eis que estou aqui, pagando o preço que me é cobrado, apenas por ter sido ingênua ao acreditar que o amor era maior que tudo, que nada poderia me atingir, bastava fechar os olhos e sonhar... Não tem como viver assim, de sonhos, pois um dia a gente acorda e percebe que as pessoas mudam e os sonhos desaparecem, tanto da sua mente quanto da mente de quem sonhou com você e o resultado disso se chama tristeza e solidão. Uma hora a euforia do recomeço me faz sentir imortal e no minuto seguinte, uma imagem tatuada na mente, traz em sua moldura um poço escuro, que tem o poder de arrancar lágrimas destes olhos que já brilharam tanto em momentos de pura emoção. Eu não sei de onde tirarei forças, mas nunca mais me permitirei sentir pena de mim mesma. Eu sei que sofro, tenho crises periódicas de tristeza, mas nunca, nunca mais eu terei minha auto piedade em evidência pelos atos dos outros e pelos meus próprios atos, afinal, eu acreditei no que eu quis acreditar, eu fiz o que pensei ser bom pra mim e sentir pena agora, não vai me fazer voltar no tempo e recomeçar, pois o que quero hoje é um "começo" e não um "recomeço". Quero partir do zero e tentar não errar tanto desta vez, quero não deixar minha felicidade nas mãos de ninguém e não fazer promessas que não conseguirei cumprir. Hoje, meu desejo é provar, não para quem me cerca, mas para mim mesma que eu sou capaz de andar com minhas próprias pernas e ser feliz com o que possuo, pois só assim eu conseguirei alcançar o que desejo, que é ficar frente a frente comigo mesma e esclarecer uns fatos que até hoje eu não consegui entender. Quero olhar no fundo dos meus olhos e poder dizer que eu não estava errada ao tomar certas atitudes e jogar esta culpa para bem longe do meu coração. Quero poder admitir que sou livre e que não tenho porque me aprisionar em uma jaula e jogar a chave fora. Eu não posso permitir isso, eu preciso é me lançar de um penhasco com a certeza de que aprenderei a voar antes de chegar ao chão e assim, sentir a tão sonhada liberdade. Imploro todos os dias ao universo, que me dê a direção, pois não basta ter a chave, é preciso saber em qual fechadura colocá-la e para qual lado girá-la, mas já fico feliz por ter tido coragem de admitir que preciso sair da gaiola e acreditar mais na minha capacidade e no meu talento, pois quando a hora certa chegar eu terei coragem o suficiente para ir de encontro a tudo o que sonhei, pois eles, os meus sonhos, continuam guardados naquela caixa de memórias que só eu sei onde está, apesar de achar que eles não são o combustível que me mantêm viva, eu ainda quero... Que me perdoem as pessoas a quem magoei, pois sei da minha instabilidade emocional e não tenho vergonha de admitir que eu não sou perfeita e que preciso de um colo de vez enquanto. Com todas as minhas forças, eu estou buscando o equilíbrio para que quando chegar a hora do encontro, eu possa olhar e dizer que sou o desejo realizado em meio as traições do destino.

Silvana Hennicka

sábado, 5 de dezembro de 2015

Volta Logo Para os Meus Braços

Queria ter o poder de viajar através do tempo e fazer com que essa distância já não existisse. Queria poder acordar ao seu lado e ouvir sua voz rouca sussurrando "bom dia" em meu ouvido. O tempo está demorando mais do que de costume para passar e meu corpo sofre a sua ausência. Faltam poucos dias pra eu poder lhe abraçar, sentir seu cheiro e seu calor. As vezes acho que essa dor que a distância proporciona só é suportada pela certeza do reencontro, não importa quanto tempo ficamos longe um do outro, o que importa é que temos a arma para destruir essa saudade, o nosso amor.

- Silvana Hennicka!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Muitas Vezes Vale à Pena Tentar


Eu não estava sozinha por falta de opção, o problema é que não via nas opções que tinha, alguém bom o bastante pra me fazer sentir vontade de embarcar nessa viagem chamada paixão. Melhor seguir a vigam sozinha a ter que arrastar alguém, para no final da viagem essa pessoa te largar na estação e subir em outro trem sem você. Às vezes estar só é a melhor escolha, a não ser que você saiba viver tão bem sozinha que a vida decida lhe presentear com alguém que realmente valha à pena. Quantos homens legais já cruzaram o seu caminho e você perdeu a chance de ter com eles um relacionamento duradouro e saudável? Quantas vezes você já se sentiu amada e protegida, mas por pura falta de competência viu tudo escapar por entre seus dedos? Sabe por que a maioria dos relacionamentos não dão certo? Porque você se modifica com o tempo, tornando-se uma mulher em busca de um status social ao invés de um relacionamento. As mulheres transformam seus namoros em um circo. Além de terem o companheiro como propriedade, precisam expor para o mundo que colocaram uma coleira em alguém, porque não basta ter "ele" consigo, milhares de pessoas precisam estar na platéia observando e destruindo tudo com as máscaras da inveja. Quantas vezes terei que repetir, tesouros devem ser guardados longe dos olhos do mundo. Não jogue sua felicidade aos quatro ventos, ela tem que ser vivida no anonimato, ou entre as pessoas que gostam de vocês de verdade. As pessoas se tornaram cruéis e uma simples frase carregada de maldade, pode plantar a semente da insegurança na cabeça de alguém. Se você conseguiu encontrar uma pessoa que te completa, aguarde até esse relacionamento ser algo que não importa o que as más línguas falem, vocês já se conhecem o suficiente para ignorar a maldade que existe no mundo e assim, usar a inveja como o adubo de algo que só está brotando, mas que ainda dará muitos frutos.

_ Silvana Hennicka

Os Homens Não São Todos Iguais!

Não aguento mais as mulheres dizendo que os homens são todos iguais. Será que os homens são todos iguais ou são as mulheres que já não fazem a diferença na vida deles? As mulheres andam se comportando como se fossem homens também, usando como desculpa o movimento feminista que em hipótese alguma é como o machismo. Por mais que hoje tenhamos direitos iguais, graças ao movimento feminista, não dá pra achar que podemos levar a vida como se fossemos homem e depois exigir respeito. Os homens não são todos iguais, as mulheres é que estão muito diferentes. Não dá pra agir como homem e depois exigir respeito, não, não dá e no fundo todas sabem disso. Se você se comporta como um objeto, será tratada como tal. Se você vai pra cama com qualquer um, será vista como uma qualquer. Se você é daquelas que faz sexo casual, não é mulher para andar de mãos dadas em público ou apresentada a família de alguém que sonha um dia se casar e constituir uma família e sim, isso é considerado machismo, mas agora eu pergunto: Se você fosse homem e todos os seus amigos já tivessem "traçado" aquela menina linda, com a qual você está afim de um relacionamento mais sério, será que você a assumiria? Acho que as mulheres deveriam para e pensar um pouco, sobre como estão levando suas vidas antes de dizer que os homens são todos iguais. Acho que poderíamos usar essa frase para aqueles oportunistas que estão atrás de sexo fácil em casas noturnas e bares da moda, onde encontram mulheres do mesmo "nível". Coincidência ou não, são exatamente essas mulheres que rotulam os homens como todos iguais. Me poupem! Como levar a sério uma mulher que anda com saia do tamanho de um "band aid", peitos de fora e que no final da noite não sabe nem o rumo de casa, de tão bêbada que está? Entendam uma coisa meninas (ou mulheres loucas pra arrumar um "macho" que decida colocar uma aliança em um dos seus dedos esquerdo), os homens estão se tornando o reflexo de uma mudança feminina. A maioria dos meus amigos são homens e eu sei muito bem como eles pensam. Eles estão mais desesperados que as mulheres, pois ainda sonham em encontrar uma pessoa decente pra ser a mãe dos seus filhos e sabem que isso é como ganhar na loteria. Um homem nem sempre quer uma mulher linda, magra, independente, ele quer apenas alguém que possa respeitá-lo e que guarde a sua privacidade pra ela mesma, sem expor cada segundo da sua vida nas redes sociais. Eu, como mulher, me sinto envergonhada de vê-las bebendo mais do que os homens, fumando, rindo alto em público, usando roupas inadequadas e se comportando como se estivessem em uma frutaria a espera daquela apalpada pra ver se tá no ponto de comer. 

- Silvana Hennicka!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Até Para Sofrer Há Um Limite

O que leva uma mulher a se humilhar tanto por pensar que ama um homem? Desde quando esse tipo de sentimento pode ser comparado com amor. Amiga, ele não te quer mais, ele está com outra e cometer a burrice de ligar pra ele enquanto ele está com ela é simplesmente estar abaixo do nível do fundo do poço. Eu poderia te dar um conselho se você não tivesse perdido a capacidade de ouvir e enxergar, pois a sua vida gira em torno do umbigo de um homem que, há mais de 2 anos te deu um fora com o tamanho da circunferência do estádio do Maracanã. Acho que agora já deu né? Vamos lavar essa cara e voltar a viver pra você. Vamos parar de festar todas as noites e voltar para casa bêbada, colocando em risco algo que deveria ser importante pra você, o seu trabalho. Se olhe no espelho e repita que você é melhor do que esse farrapo que você se transformou. Pare de sair com qualquer um achando que assim, você vai preencher o vazio deixado por ele, não vai, fazendo isso você está se afastando cada vez mais de você mesma. Dá um tempo e volta pra dentro de você, afinal, homem nenhum merece isso, nem que fosse o grande amor da sua vida, o que não é o caso. Quando a gente aceita, dói menos e acredito que você está vivendo em estado de transe permanente ao não perceber que já perdeu 2 anos da sua linda vida correndo atrás das águas de um rio escuro e sombrio.

- Silvana Hennicka

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Amor Passageiro, Porém Verdadeiro

Não acredito em um amor para o resto da minha vida. Acredito em um amor que me arranque sorrisos enquanto durar. Não precisa nem me fazer feliz, pois essa é uma função que só cabe a mim, dele quero apenas que pague o jantar e abra a porta do carro.

- Silvana Hennicka

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Para que serve o Outubro Rosa?

Há algum tempo venho me perguntando para que serve o Outubro Rosa? Para quê foi escolhido um mês onde o câncer de mama se torna mais evidente? Será que é para trocar a capa do facebook ou deixar mais femininos os ambientes relacionados à área da saúde? Até mesmo as empresas prestam sua “solidariedade”, distribuindo chocolate e lembrancinhas. Eu já tive câncer de mama e deveria ser a primeira pessoa a participar dessa movimentação que aborda um tema tão importante, mas não consigo compreender onde está o alerta relacionado à prevenção. Será que não acreditamos mais que podemos evitar a doença? Não consigo entender onde está a relação entre os eventos que se realizam no mês de outubro e a prevenção. Uma das campanhas que se faz no mês de outubro, além de destacar a cor rosa, é evidenciar que o câncer de mama pode aparecer a qualquer momento na vida de qualquer mulher, não importa a idade e que para termos um tratamento mais eficaz, precisamos de um diagnóstico precoce, mas se eu pudesse escolher, preferia não ter tido a doença.Tudo bem até aí, mas então, esse mês serve apenas pra mostrar que precisamos conhecer nosso corpo e continuar aguardando a doença aparecer um dia, sim, porque sempre que se faz exames, estamos procurando algo, ou seja, estamos induzindo nosso corpo a criar uma coisa ruim, já que somos o que pensamos. Não estou aqui falando que sou contra exames, mas no meu caso, nem o oncologista nem os exames acusaram um carcinoma no meu seio, o que me fez ir atrás de um diagnóstico mais específico, foi o meu “eu” interior, que me dizia o tempo todo que algo de errado estava acontecendo. Aquela voz me atormentou tanto, que eu decidi ouvi-la, como faço até hoje, então amadas mulheres, por que ao invés de sair participando de corridas de rua em prol da conscientização pela descoberta precoce do câncer de mama, vocês não começam a prestar atenção no que estão comendo? Por que ao invés de esperar o mês de outubro chegar, vocês não começam a se amar o ano inteiro. Que me perdoem aqui os seguidores do tal diagnóstico precoce da doença, até mesmo porque foi isso que me salvou, ou não, mas de nada adiantaria eu ter feito 8 sessões de quimioterapia e mais 33 radioterapias se eu não tivesse mudado a minha maneira de pensar. Tudo tem uma causa específica e se hoje eu fosse a mesma mulher ignorante e infeliz que eu era na época que descobri esse vulcão dentro de mim, prestes a entrar em erupção, a doença já teria voltado. A cura nem sempre é um medicamento e se podemos não ter a doença, é muito melhor do que termos e depois quereremos nos livrar dela. Eu queria criar um mês, onde pudéssemos trocar experiências de vida e que nutricionistas e médicos com bom senso, nos ensinassem como evitar a doença, mas isso é complicado, pois no mundo da “máfia” farmacêutica, onde uma aplicação de determinada quimioterapia pode ultrapassar os 100 mil reais, o dinheiro fala mais alto. Por que eu nunca vi no mês de outubro um outdoor falando que o câncer de mama está diretamente relacionado com o consumo de leite e açúcar refinado? (isso tudo tem comprovação científica, mas a prevenção não dá lucro) Por que eu nunca vi panfletos dizendo que o leite não previne a osteoporose e que na verdade ajuda a desencadear a doença? De que adiante ter um mês de conscientização para uma coisa que todos sabem que existe? De que adianta falar em mamografia, se enquanto a doença aparece em mulheres cada vez mais jovens, o exame gratuito só é feito em mulheres acima dos 50 anos.  A realidade é que muita gente fica rica com o aparecimento das doenças, ou então haveriam mais campanhas relacionadas à prevenção e não ao diagnóstico precoce. Nós somos sim ignorantes perante tantos alimentos geneticamente modificados, como o nosso trigo de cada dia, que hoje contém 40 vezes mais glúten do que o trigo que a minha avó utilizava para fazer o pão que alimentava a sua família. Não estou aqui falando sobre alimentação ou sobre o lixo que as pessoas ingerem todos os dias, mas sim sobre o câncer de mama e do porquê não usamos o mês de outubro para ajudar as mulheres a serem mais felizes e assim, evitar uma doença que além de estar relacionada à alimentação, está também relacionada com a infelicidade e a tristeza. Ser feliz não significa ter uma linda família, um marido carinhoso, uma bela casa e viajar nas férias. Você sabe que é feliz quando não possui nada disso e sente que não lhe falta nada, que você é completa de você mesma e que sozinha, poderia ser tudo o que quisesse. O câncer está em parte ligado ao medo do futuro, o medo de ficar sozinha, de não conseguir ser aquilo que a sociedade espera. Quantas mulheres estão presas a casamentos infelizes, como era o meu caso, e que arrastam isso até o ponto de virar uma doença, pois não tem coragem de andar com as próprias pernas? Tudo o que parece difícil pode se tornar insuportável. Vamos nos unir e transformar o Outubro Rosa em algo muito além de um alerta. Vamos usar esse mês para nos libertarmos de tudo o que nos é imposto e que não nos faz bem. É uma pena já estarmos em novembro para jogar fora todo o lixo que chamamos de alimento e que está em nossa geladeira e armários e começar a mudar os nossos hábitos, mas quem foi que disse que precisamos de um mês pra isso, precisamos apenas de atitude e informação. Conhecer a si mesma, não é só pra descobrir um caroço no seio, se conhecer serve também para você prestar atenção se o que você come lhe faz bem ou não. Em relação à informação, quem tem acesso a internet tem acesso a isso basta fazer a pergunta que o Google ou o Youtube respondem. Sugiro aqui que as mulheres preocupadas em não ter câncer de mama, se informem sobre o leite, o açúcar, o amor próprio e suas relações com a doença. Desculpem o desabafo, mas não consigo mais ficar alheia a tanta coisa errada que vivenciamos todos os dias.


_ Silvana Hennicka

sábado, 21 de novembro de 2015

No Silêncio do Lago

Em meio à névoa que envolvia meu corpo e embaçava a minha visão, eu tentava visualizar as águas do lago que estava logo à minha frente. O velho banco de madeira onde eu estava sentada parecia ruir a qualquer momento. Ele havia sido abandonado pelo tempo e sua estrutura estava podre e comprometida, mas com certeza suportaria o baixo peso do meu corpo. Em outra época, eu fora uma mulher linda e encantadora, mas a tristeza que carrego em meu ser, me transformou nisso, uma pessoa triste, sem brilho e sem amor próprio. Meus cabelos negros, levemente cacheados estavam ressecados e opacos e minha pele desidratada, deixando visível algumas rugas que não deveriam estar ali, não tendo eu, apenas 35 anos de idade.
            O bosque, onde ao centro estava localizado o lago, parecia um cenário de filme de suspense. Além do frio, uma garoa fina ao entardecer, tornava o local assustador e melancólico. A movimentação de pessoas já não existia e eu estava sozinha, me despedindo das últimas lembranças que rondavam a minha mente. Nada mais me restava a não ser aquele misto de sentimentos envolvendo derrota, decepção e culpa. Apenas alguns metros me separavam da água fria do lago que a neblina insistia em esconder. Quando realmente senti que estava pronta para cumprir o que havia planejado, levantei e aproximei-me do que mais parecia um monstro prestes a me engolir, o Lago das Lágrimas. O lago tinha esse nome por causa de uma lenda. Segundo os antigos moradores da região, uma serpente que habitava essas águas escuras, surgia nas noites de verão e silenciosamente raptava moças, levando-as consigo para uma caverna escondida no fundo do lago. As lágrimas dessas moças seriam responsáveis por manter o nível da água, não deixando que o mesmo baixasse, nem em períodos de extrema seca e então, o esconderijo nunca seria descoberto. Essa história é passada de pai para filho e nos dias atuais, poucos acreditam que isso tudo seja verdade. Nas noites de verão, não temendo nada, muitos jovens fazem do bosque o local ideal para se embriagar e usar drogas. Em meio a alucinações, alguns deles juram ter visto a serpente, mas nada ficou confirmado e então, com o passar dos anos, a lenda foi se perdendo e cada vez menos pessoas falam sobre isso.
O lago era cercado por uma estrutura de concreto formada por três degraus, que impediam o contato da água com a grama, como se fosse uma piscina sem manutenção a qual a água fica turva e assustadora. Subi no degrau que formava o topo da escada e estava molhado por causa da garoa. Quando coloquei meu pé direito no segundo degrau, pude sentir a força de um punhal entrando na minha carne. A água parecia congelada. Mantive-me firme. Coloquei o outro pé no degrau seguinte e quando prossegui, senti tudo sumindo debaixo dos meus pés e meu corpo foi lançado ao desconhecido. Uma imensidão de água pressionou os meus ouvidos e eu percebi que tudo se daria muito rápido. Eu queria estar ali. Eu queria afogar-me nas lágrimas das moças que foram raptadas, e então, acabar com aquele sofrimento que maltratava a minha alma e fazia de mim um poço de desespero. E foi no exato momento que eu decidi entregar-me ao que pensava ser o meu destino, que tive a sensação de não estar só. A princípio pensei que um anjo se fizesse presente, mas esse pensamento se dissipou e então, imaginei que as mãos que me puxavam para cima, pudessem ser das virgens que a serpente raptou. Alienada em meio a vários tipos de sentimentos, enquanto meu corpo era lançado sobre os degraus de concreto, por onde, há alguns segundos, eu havia passado, cheguei a pensar que pudesse ser Deus e que a hora de pedir perdão pelos meus erros havia chegado, mas tudo isso era fruto da minha imaginação. O que eu estava vivendo era real. Eu mantive meus olhos fechados e quando me dei conta, meu corpo já não estava em contato com o concreto, nem tampouco, submerso. Eu sentia o ar gelado na minha pele, mas a água impedia que ele chegasse até os meus pulmões e assim, o pânico começou a tomar conta de mim. Uma voz chamava minha atenção, mas parecia estar muito além daquele bosque. Em um esforço sobre humano eu consegui abrir meus olhos e ao visualizar aquele rosto, senti o ar gélido ultrapassar os limites dos meus pulmões e me devolver à realidade. Deitada sobre a grama quase congelada, eu sentia como se um punhal estivesse entrando em minha pele e comecei a tremer compulsivamente. Aquele rosto desconhecido tentava sem sucesso, arrancar-me palavras, mas eu percebia apenas o seu olhar de desespero em meio à situação que eu causara. Em uma súbita vontade de voltar no tempo e nunca ter entrado naquelas águas turvas e frias, eu senti que a grama já não estava mais sob o meu corpo. Fechei novamente os olhos e quando os abri, reconheci aquele rosto. Meu amor havia voltado para me salvar da maldade do mundo e das pessoas. Desde a sua partida eu não sentia mais o amor que um dia habitou meu ser. Aos poucos meu corpo começou a flutuar. A dor e o frio desapareceram a então, eu fui repousando no fundo barrento do lago, onde me mantive por toda a eternidade ao lado do meu grande amor.


- Silvana Hennicka

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ser Feliz é Voar

Minha felicidade é como o vento, viaja por por vários mundos e chega aonde nada mais consegue chegar. Minha felicidade ilumina os dias de tristeza que tentam me atormentar e me faz sorrir, mesmo na solidão. Minha felicidade é cultivada dia após dia e sempre que regada, transforma-se em lindas flores para enfeitar a vida das pessoas que me cercam. Minha luz é transformada em sorrisos múltiplos que espantam as pessoas que se alimentam da minha dor. Tenho na face o brilho do amor e assim, atraio amigos verdadeiros e pessoas de bem com a vida, como eu, que não se permite chorar ou sofrer, não mais. Plantei a semente das amizades e agora estou colhendo esses lindos frutos que estão presos nos galhos da felicidade. Amizades verdadeiras, assim como os amores, não permitem que a distância destrua a sua essência. Só sentimos saudade de quem nos é importante e só sentimos vontade de ter por perto aqueles que nos fazem bem, então, se um dia você acordar com o peito apertado e uma vontade enorme de voar para os braços daquele amigo que tanto te acalmou nos momentos de desespero, tenha certeza de que existe alguma coisa chamada amor, tentando sair do seu peito e ir de encontro a uma outra alma. Liberte seu coração para tudo o que é bom e faça com que as amizades verdadeiras lhes sejam eternas.
Silvana Hennicka!!

Todos Mentem

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos, pois a sociedade nos induz a sermos personagens e assim, nossa vida parece mais uma peça de teatro. Quando somos nós mesmo a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço. Vamos soltar as máscaras e seguir com leveza pela transparência da nossa essência. Pule duas vezes antes de pensar e ouse mais nessa curta trajetória a qual fomos destinados, pois um dia tudo se tornará escuro e frio e arrependimentos pela infelicidade vivida no palco não serão bem vindos.
- Silvana Hennicka

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Um Triste Fim

Marina era a pessoa mais feliz que poderia ter existido na pequena cidade onde vivia. Apesar de tudo o que lhe acontecera, ela ainda sorria. Quando a morte se fez próxima, ela a espantou com um belo sorriso nos lábios e um brilho que só ela possuía. Quando seu marido resolveu trocá-la por outra pessoa, Marina chorou... chorou por todos os momentos bons que viveram juntos e um dia ela entendeu que tudo acaba e que fica o que foi bom. As coisas ruins devem ser descartadas e excluídas, como os restos de comida que já não pode mais ser aproveitado e acaba parando em um lixão qualquer, um lugar onde apenas os abutres se sentem em casa. O problema é que Marina já não sabe o que lhe faz bem e o que lhe faz mal. Após mais uma decepção, mais uma falsa esperança, seus sonhos foram novamente destruídos e ela se voltou para dentro do casulo de onde havia se libertado. Ela tinha a sensação de que "ele" só se sentia feliz quando ela estava triste. Chegou a pensar que não era boa o suficiente para estar ao lado de seu Ulisses, seu grande amor, ou sua grande agonia? Quando conheceu Ulisses, Marina pensava ter encontrado seu príncipe e ao lado dele, ela sonhou, sonhou, sonhou e planejou. A casinha na serra deveria possuir uma lareira e uma cadela chamada Zaruk para que Ulisses se distraísse enquanto ela digitava mais algumas palavras, afim de terminar outro livro, ou simplesmente deixar gravado na tela do computador, mais um momento feliz, em forma de poema. Após algum tempo de felicidade extrema e incessável, as coisas começaram a ficar estranhas. Ela começou a descobrir que Ulisses não era um príncipe, mas sim um mistério e as mentiras começaram a deixar os sonhos soltos pelo ar. Uma nuvem de incerteza e desespero tomou conta de seu corpo frágil, quando ela ouviu dos lábios de seu Amor, que ele já não a queria por perto, que era hora de cada um seguir seu rumo. Por mais que ele a amasse, não conseguiu tê-la ao seu lado, não sabia o que queria para si. E quando ela achou que toda a dor do mundo já havia sido sentida em sua curta trajetória pela terra, Marina descobriu que o destino lhe havia reservado mais algumas gotas do veneno chamado "tristeza" e que a pessoa que ela mais amava, já não poderia dar-lhe a proteção prometida. Aquele sonho de envelhecerem juntos, já não poderia mais ser realizado, pois Ulisses, após muitas vezes fazer Marina chorar, decidiu mandá-la embora, pois seus atos de descaso e pouco amor a transformaram em uma mulher fria e sem sonhos e Ulisses não queria uma mulher assim ao seu lado.

- Silvana Hennicka!

Essa música juntamente com clip me faz lembrar de muitas mulheres que depositam a responsabilidade de ser feliz em cima de outra pessoa e que deixam de viver a própria vida. Perfeito, além de divertido trás paz.

- Silvana Hennicka!

domingo, 15 de novembro de 2015

Não me liberte de você

E por que você precisa me libertar dessa prisão? Quero que mantenha em mim as algemas dessa loucura que estamos vivendo. Eu necessito estar acorrentada a você e sentir o forte abraço que me sufoca. Desliza seus lábios quentes pelo meu corpo nu e faz de mim seu objeto de desejo. Sussurra em meu ouvido que é meu dono, que é proprietário do meu "ser", mas quando eu acordar, após horas de suspiros e delírios, deixarei de lado a obsessão e voltarei pra realidade da minha vida, voltarei para a minha liberdade sem limites, pois ter dono, eu só permito na hora que quero sentir prazer. Nunca lhe enganei. Você sempre soube que minhas asas são maiores do que meus pés, então não tenta acreditar que existe qualquer coisa além do que eu permito que você veja.
- Silvana Hennicka

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Prefiro Continuar Dormindo

Se a vida marcasse um encontro com meu destino e em uma conversa casual decidisse me levar até você, eu me acostumaria com o seu sorriso e passaria a eternidade flutuando no brilho do seu olhar. Se a realidade falsa que consome meus dias não me permitisse sair dos sonhos para continuar vivendo o impossível, eu pagaria o alto preço do sofrimento e deixaria a minha razão em troca de um último beijo. Não há limites para o imaginário e dentro de uma fim inevitável, levarei comigo o calor do seu corpo e o cheiro da sua pele, pois, pela falta de capacidade que tenho de viver no mundo da sua ausência, decidi não mais lutar para só então poder te tocar.

- Silvana Hennicka

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Não Ter o "Ser"

Difícil entender o "ser" focando no "ter". Quero "ter", mas no fundo o meu "ser" não necessita, apenas admira, ou admirava, é difícil saber, já que minha mente não me permite fazer uma análise mais profunda dos fatos. Meus pensamentos estão vagando por lugares silenciosos e vazios, lugares onde eu desejo permanecer, sozinha, livre, com preenchimento total de mim mesma. Sinto o vento em meu rosto e fecho os olhos. Sinto um toque de vida brotando em meu "ser'', o mesmo ser que eu não entendo, pois o ''ter'' ainda predomina e atrapalha um pouco a minha meditação em meio ao vazio do tempo. O vento balança meus cabelos e eu respiro fundo... a necessidade passou e agora já posso voltar a sentir o "ser". O ''ser'' que habita meu corpo é o suficiente em meio ao mar de sonhos que estão fluindo e aguardando uma pitada de realização. Esperava ser guiada, ser protegida e assim perder o medo, mas os fantasmas que tentavam me atormentar já partiram e levaram com eles a necessidade de "ter" e agora já posso voltar a brilhar com luz própria. Desisto nesse instante de tentar entender, pois cada "ser" usa de artimanhas pra ser beneficiado dentro dos seus desejos, sejam carnais ou sentimentais, é a Lei da sobrevivência do Ego e da falta de amor que rege o universo. Tudo é dito e apagado, tudo é feito e desfeito, tudo se esquece em um momento novo. O minuto seguinte nunca existirá, pois o futuro se torna presente e é no presente que temos que superar os fracassos e as frustrações que alimentamos todos os dias em função do "ter", do necessitar algo mais para preencher vazios e buracos deixados por seres que não chegaram nem perto do nosso coração e pensam conhecer a nossa alma. Eu poderia saltar do penhasco das ilusões de mãos dadas, sem medo, mas para isso precisaria do "ter" e estou dispensando somas, não importa quais sejam as vantagens, então decidi saltar sozinha, pois a cada dia o "ter" se torna menos necessário e assim, o "ser" viaja cada vez mais longe, em uma gostosa busca por energias que acrescentam luz para iluminar nossos caminhos em meio a essa busca incansável pelo amor próprio.

- Silvana Hennicka!
Silencia em mim os gritos de desejo e essa vontade de tocar novamente seus lábios e sincronizar aquele inesquecível beijo dado sob a luz da Lua. Arranca-me suspiros e me leva para o mundo dos sonhos que jamais vão se realizar, mas eu não me importo, pois quando estou ao seu lado eu prefiro continuar dormindo. Eu prefiro continuar vivendo das fantasias que a minha mente insana inventa e assim sempre te ter por perto, mesmo sendo você, fruto da minha imaginação!

- Silvana Hennicka!



Depois você vem com seu corpo molhado e cola em mim, derretendo meus sentidos e me deixando perdida em meio à alucinações carregadas de um desejo incontrolável de ter você sussurrando em meu ouvido que vai ficar mais alguns minutos.

Silvana Hennicka!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia dos Namorados

Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre o Dia dos Namorados, já que pra mim, essas 9 letras agrupadas, nada mais são, do que sinônimo de propriedade. Mas como no Brasil se dá um jeitinho pra tudo, agora inventaram o tal do namoro aberto, sem compromisso, relacionamento enrolado, amizade colorida... que nada mais são, do que maneiras diferentes de falar que se é dono de alguém, sem precisar dar satisfação sobre a sua vida. Me desculpe aqui, as pessoas que se encaixam nesse grupo, mas namoro pra mim, vai além de uma mudança de status no facebook ou em um anel comprado num brechó e colocado na mão direita. O termo "namoro", deveria ser sinônimo de compromisso, de respeito, de carinho e de dedicação a uma única pessoa. Hoje os jovens banalizaram qualquer tipo de compromisso mais sério. Namorar alguém, tornou-se careta, o que tá na moda, é o "ficar", o "transar" com qualquer um, senão com vários ao mesmo tempo, isso quando não se faz uma lista pra saber quantos já se beijou... Ir na casa pedir a mão da moça em namoro pro pai dela é quase que cometer um homicídio contra a coitada, ou então, virar motivo de piada. Aquele beijo que se dava no portão de casa, após voltar de mãos dadas do cinema, tornou-se o "chegar em casa bêbada, carregando o sapato na mão e fedendo a álcool". Os casamentos mais parecem um circo! A noiva se preocupa tanto com os detalhes da festa e com o vestido, que depois vai ficar amarelando dentro de um saco, enfiado no roupeiro, que esquece que tem um noivo, que no fundo, só queria estar com ela, nada mais. Quando se ama e se quer estar com alguém, não é preciso provar nada a pra qualquer pessoa que seja, a não ser, pra pessoa escolhida. Quando se ama, um simples filme com pipoca, torna-se um jantar a luz de velas em um restaurante parisiense. Quando se ama alguém, não é preciso expor a sua vida pra ninguém, basta ficar a dois e sentir seus corações bater mais rápido, enquanto se faz amor, pois quando se ama alguém, a necessidade de fazer sexo, desaparece. Mesmo sem ter alguém para dar um presente de Dia dos Namorados, eu gostaria de presentear vocês com essas palavras ásperas, porém necessárias.

Silvana Hennicka!!

Uma História da Vida Real


Carla era uma bela mulher. Estudante do terceiro ano de arquitetura e vários projetos a executar. Com cabelos loiros, corpo de bailarina e um sorriso inocente, Carla, aos 23 anos, ainda era virgem, mesmo nos dias de hoje, onde meninas de 15 anos já são mães. Carla sonhava em se entregar a um homem especial. Ela não queria só uma noite de sexo, ela idealizava algo a mais, uma família talvez. O sonho de Carla virou realidade quando ela conheceu Mauro, um homem vinte e dois anos mais velho, mas que fazia Carla se sentir uma princesa e ela soube que, a tão sonhada hora havia chegado. Não vou me prender aqui, às famílias de cada um dos lados, mas posso dizer que Mauro estava vivendo um momento de tristeza, pois havia perdido seu único filho e terminado um relacionamento de sete anos com outra mulher, também mais nova do que ele. Talvez a carência misturada com a tristeza pela sua perda fizeram com que Mauro também se entregasse a Carla e os dois decidiram viver aquela paixão. Tudo isso não teria nada de mais, seria uma história de amor comum, se não fosse pelo fato de que Carla engravidou na segunda vez que se entregou a Mauro. Com toda a inexperiência que cerca uma mulher ingênua, ela viu seu lindo futuro virar fumaça e pra piorar o seu tormento, aos três meses de gravidez, ela descobriu que a ex-namorada do seu, agora marido, também estava grávida de um mês e que o filho era dele. O sofrimento de ter que conviver com outra barriga crescendo no mesmo tempo que a sua, levaram Carla ao desespero e ela passou em torno de sete meses internada, pois a tristeza tornou-se uma companheira e ela já não queria mais viver. Mauro continuou com Carla, pois em nome do amor que sentia, ela o perdoou e dois meses após nascer Felipe, Mauro precisou se ausentar para acompanhar o parto do seu outro filho, que segundo ele, foi fruto de uma única noite, uma recaída e Carla fingia acreditar. A dor maior dela foi por ter que ouvir o homem que ela amava dizendo que a outra era gostosa e que a experiência que faltava para Carla, ela tinha de sobra e que sendo assim, ele não conseguiu resistir. Carla sofria em silêncio. Ela sofria pela interrupção dos seus sonhos, pelo filho que chorava dia e noite, pela falta de prazer que sentia por ainda não conhecer seu próprio corpo, por não ter aproveitado a sua vida sexual antes de ser mãe, mas principalmente, por saber que Mauro não lhe pertencia. O que Carla idealizou, nunca seria real, pois ela teria que conviver para sempre com o fantasma da traição e a dúvida sobre quem era o seu marido. Mauro era um homem bem sucedido e influente e se usando disso, conseguiu um bom emprego para Carla, pois assim, ela iria se sentir melhor e de certa forma, foi isso que aconteceu. Mas as coisas ficaram pior quando, após, mais uma discussão, Carla foi pra casa de sua mãe e levou suas coisas, talvez ela esperasse que Mauro implorasse pra que ela voltasse, mas ao invés disso, ele foi embora pra outro estado e no momento que Carla voltou para o lugar que pensava ser seu lar, seu castelo terminou de desmoronar ao perceber que ele a havia deixado de vez. Ela ficou muito bem amparada com casa própria, um bom emprego e uma gorda pensão pra Felipe, mas ela não queria o que o dinheiro pudesse compra, Carla queria só queria o seu amor, o seu homem, o pai do seu filho, uma coisa, que na cabeça dela, era simples. Ela queria sua família unida e então, resolveu perdoa-lo e por amor, viver uma "meia" vida, se conformar com as migalhas de uma felicidade que ela nunca sentiu de verdade, mas que era o suficiente para alimentar sua alma e diminuir sua dor. Hoje Felipe já completou um ano de idade e Carla continua com Mauro, mesmo ouvindo todos os dias seu coração lhe dizer que ele está com a outra. Mauro nunca falou a Carla que a amava e pra ela isso não tem importância, pois seu amor é o suficiente para os dois, então tudo bem. Eu me pergunto como ela pode amar ele mais do que a si mesma, mas no fundo não a critico, pois eu mesma, já me anulei por pensar que amava alguém que só me maltratava, mas no caso de Carla, Mauro não finge amá-la e tenho certeza que um dia ela vai acordar e perceber que nunca valeu à pena. Que minutos de alegria, não apagam dias de sofrimento.  

- Silvana Hennicka

Observo Melhor de Longe

Gosto da beleza, da inocência e da paciência. Nada pra mim tem que ser de imediato. O tempo transforma o sabor do vinho, assim como o tempo me transformou também. Hoje não busco mais respostas, pois dificilmente eu faço perguntas. Aprendi a observar mais e a julgar menos. Do de "ombros" quando sinto cheiro de hipocrisia e visto a máscara da indiferença, quando percebo que as pessoas que mais julgam, são as que menos tem valor moral. Não preciso pôr nada em pratos limpos nem tampouco pedir explicações sobre coisas que não vão mudar a minha essência. Quero acordar com o coração leve e com a mente saudável, sem poluição, e assim não mentir para mim mesma. Eu sou a minha realidade e a minha verdade, qualquer coisa fora disso, não faz parte dos meus dias. Faz-me rir a ousadia de "terceiros" em supor que podem abalar minhas estruturas com seus dardos de "silicone" e armas de "borracha".
- Silvana Hennicka!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Não Se Mostre

O anonimato preserva as verdadeiras amizades e prolonga as grandes paixões!
- Silvana Hennicka

A Responsabilidade é sua!

Apenas um alerta pra comemorar o dia das crianças. Lembrem-se pais, vocês são culpados pela obesidade e má alimentação dos seus filhos sim, muitos por ignorância, mas a maioria aprende que ceder às vontades dá menos trabalho do que educar e pensa que dizer não é falta de amor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Feliz dia Dos "Adultos"

Me pergunto a cada data religiosa comemorada, por que as pessoas tem a necessidade de expor aqui sua crença, usando o nome de Deus e Santos nesses dias ditos "sagrados", mas passam o resto do ano praticando o mal que carregam em seus corações? Porque vocês não deixam essa hipocrisia de lado e param de se esconder atrás desses costumes inventados pelos homens? É tanta mentira na vida da maioria das pessoas que o facebook virou uma fuga da realidade. Todos aqui, expõe de si o que gostariam de ser e não o que realmente são. Criou-se uma caricatura social, onde, ou se está feliz, ou se está triste, ou se é vítima de alguma circunstância ou se conseguiu uma vitória e assim por diante. A vida de cada um não tem mais mistério ou magia, pois todo mundo sabe da vida de todo mundo e o que era pra aproximar quem está longe, afastou quem está perto e destruiu a essência do ser humano. As mulheres perderam o valor e querem ser levadas a sério achando que "feminismo" e "machismo" tem o mesmo significado. Chega ser ridículo comparar um movimento que nos deu liberdade e direitos, com um sentimento que o homem carrega consigo a milhares de anos. A curiosidade alheia está corroendo a sociedade, fazendo com que se percam os valores, a dignidade e o amor pelas coisas mais simples. Hoje comemora-se o dia das crianças, mas não temos mais crianças, transformamos nossos pequenos em projetos de alguma coisa que não conseguimos ser no passado e achamos que enche-los de presentes vai preencher o vazio que eles sentem deles mesmos. A criança não sabe nem o que significa a palavra "ser adulto", e já enfiaram na cabeça dela que se ela não estudar pra ser alguém na vida ela não será feliz, quando deveríamos mostrar que a felicidade brota de dentro e não vem de nada que o dinheiro possa comprar, ou então, eu não sentiria tanta saudade da minha infância, onde guardar figurinha de chiclete era legal e ir à missa sempre com a mesma roupa, não era motivo de vergonha. O dinheiro só dá prazer a quem já é feliz sem ele, ou não veríamos tantos casos de suicídio de adolescentes que sempre tiveram tudo na vida e que me corrijam aqui os psicólogos que conheço, mas se não fosse assim, seus consultórios não estariam lotados. Medem a inteligência de nossos filhos com a nota que ele tira no colégio, através de um sistema “falido” que nada mais é do que uma fábrica de diplomas e não de profissionais. Se hoje eu tenho coragem de escrever tudo isso é porque cometi os mesmos erros com meus filhos e comigo mesma e hoje eu não permito mais que as pessoas guiem a minha vida assim como eu não imponho a minha vontade aos meus filhos. Não fale para seus filhos, “me respeite que eu sou seu pai”, ensine-os que o ser humano merece respeito. Cuide mais da alimentação deles e pare de colocar a culpa na sociedade, pelos hábitos que ele desenvolveu morando na sua casa desde que nasceu. Lembre-se, nos entregam o “CD” ainda virgem e somos nós que gravamos a maior parte do repertório.
-Silvana Hennicka

domingo, 11 de outubro de 2015

Decepção!

Por que a melancolia precisou abalar mais uma vez as estruturas que formam a minha personalidade? Por que preciso estar sempre nessa de querer, de esperar, de achar que as pessoas deveriam se preocupar em não magoar quem está próximo, mas, principalmente de perceber que está apagando aos poucos a chama que alimenta um lindo amor? Por que eu não consigo mudar a minha conduta e pensar no meu próprio umbigo, ser egoísta, amarga e fria? De que adianta ser admirada, desejada, se quando você faz uma escolha, pensando que assim, vai ser feliz, as coisas mudam, as pessoas mentem, fingem e não se importam nem um pouco com tudo o que é simples, mas que para o outro, pode ter significado muito? Queria poder estar longe, estar naquele lugar chamado "esperança", pois só assim, talvez, eu continuasse a acreditar, a querer, a me doar e jamais deixar de ser quem eu "ainda" sou, uma mulher que mima, que se preocupa com as necessidades dos outros e que ainda acredita em contos de fadas e em uma família feliz. "Contos de Fadas", talvez esteja aí a explicação, idealizar algo que só existe nas páginas dos livros e nas telas do cinema. Por que é tão difícil amar? Por que as pessoas não entendem que não tem como amar pela metade, amar só um pouco ou de vez em quando? Eu sempre acreditei que quando se decide ficar com alguém, é preciso abrir mão de muitas coisas, cortar as cordas com o passado, se moldar aos defeitos do outro e recomeçar, ou então, não vale à pena amar. A maior prova de amor que se pode dar a alguém é a doação, não a submissão, apenas a doação, é mostrar para aquela pessoa que ela é especial e que você tem orgulho dela, orgulho de estar ao seu lado, mas que você jamais perderá a sua essência para agradá-la. Eu queria poder mostrar as pessoas que o futuro está distante demais pra se perder tempo pensando no que poderá acontecer, mas que agora, nesse momento, alguém é uma parte importante da minha vida, e é com essa pessoa que eu quero dividir sonhos, mesmo que superficiais. Ela precisa saber da verdade, o quanto a minha vida ficou bagunçada desde que ela apareceu e quanto ela me faz sorrir e querer viver, mas nada disso é real e nesse momento eu estou aqui, com o peito gritando, com os olhos vazios, refletindo, que a única coisa que importa pra mim é voltar pro mundo real. 

- Silvana Hennicka!
Se entregue as sensações que amar pode lhe proporcionar. Dispense a raiva
Evite a tristeza
Fuja da monotonia
Se lança a esse mistério que é "ser feliz"

- Silvana Hennicka


sábado, 10 de outubro de 2015

Era pra ser eterno, mas acabou!

É estranho conhecer alguém por telefone. Se apaixonar por uma voz, por alguém que ainda não existe na sua mente. Foi assim comigo. Ele pediu meu endereço, me chamou para um churrasco e foi me buscar em casa, apenas porque um amigo em comum havia sugerido a minha companhia . Eu não sabia quem era, onde morava, qual a cor dos seus cabelos ou que carro eu deveria aguardar em frente ao sobrado onde eu morava... Sabia apenas a sua profissão, mas nem precisava tanto, pois quando ele, ao invés de me cumprimentar, disse apenas que eu estava cheirosa, me fez ter a certeza naquele momento, que eu seria sua para sempre. Ele me levou até sua casa, me apresentou seu filho, sua cachorra e eu, mesmo sem comer carne vermelha há algum tempo, não disse não, quando ele me ofereceu um pedaço. Conversamos muito e toda vez que eu mencionava ir pra casa, ele dizia que o papo estava bom e que deveríamos continuar conversando. Me convidou até pra dormir em sua casa, e eu confesso que adorei quando ele me levou pra casa, as 4 horas da madrugada. Não consegui dormir, ele não saía da minha cabeça. Um homem extremamente inteligente, um cavalheiro, que depois fui descobrir, era meu príncipe e foi acreditando nisso, que eu tive coragem de mandar uma mensagem no dia seguinte, a qual ele respondeu imediatamente e depois disso, não nos separamos mais. Sentíamos necessidade de nos encontrar todos os dias e quando percebemos, havíamos construído um conto de fadas real. Nossa paixão só aumenta a cada dia que passa e eu me sinto completa, uma mulher realizada, que não precisa buscar nas coisas tristes uma razão pra viver. Hoje sou livre e ao mesmo tempo presa a ele, pois não consigo imaginar a minha vida sem os seus abraços logo que acordo pela manhã ou sem o seu corpo ardendo quando chega perto do meu. Hoje ele se transformou na razão para eu continuar lutando pelos meus sonhos. Seu abraço é sinônimo de bem estar e sua dose homeopática de ciúmes me faz sentir amada. O destino é uma coisa estranha, faz a gente mudar a direção repentinamente e nos lança para as mais inesperadas situações. Hoje eu posso dizer que aprendi a dar valor para coisas que já não tinham importância pra mim, como cuidar de um cachorro, de um jardim de um adolescente, mas principalmente, cuidar do homem que cuida de mim, que me protege e me faz feliz. Em pouco tempo eu sofri uma transição, uma metamorfose... Mudei de profissão, parei de viajar, voltei a escrever e casei. Eu não me via casada novamente. Eu me via sozinha na minha casinha de sapê e hoje eu estou na minha casinha, no meu lar, mas não sozinha, eu estou com o meu amor, o meu príncipe, o homem que eu sabia que encontraria um dia, o homem que tanto eu pedi a Deus e tanto desejei encontrar. Obrigada meu amor por existir, por fazer da minha vida esse jardim, onde as borboletas se divertem e por me fazer rir o tempo todo. Viu, hoje eu tenho certeza de que é ao seu lado que eu quero envelhecer e é com você que eu quero morar na Holanda ou em qualquer outro lugar que você me propor, pois hoje eu sei o que é um amor de verdade. Com você eu estou aprendendo o que é cumplicidade, lealdade e fidelidade. Envelhecer ao seu lado é o meu destino! 

- Silvana Hennicka