terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vivendo Com o Que Restou... Aquilo Que Eu Já Possuía!!

Eu precisava ficar só e fui navegar. Em meio a imensidão do mar azul eu descobri que preciso sofrer para ter inspiração. Não entendo, se Deus me deu esse dom, por que eu não consigo escrever a minha felicidade? Talvez seja porque eu não precise por pra fora o quanto estou feliz. Sempre falo que tudo o que é dividido fica mais fácil de carregar, mas isso só serve para as coisas que nos atormentam ou nos afligem, como a tal da tristeza, por exemplo. Um basta as coisas tristes. Não preciso de inspiração ou melancolia, preciso continuar expondo o que tenho no peito e hoje eu quero escrever que minha felicidade é plena. Não posso afirmar que será eterna, mas nesse momento eu não consigo sentir tristeza ou saudade pelas coisas que nunca existiram, pois não dá pra sentir saudade de uma viagem que nunca aconteceu, de uma casinha que nunca foi construída, de um vinho que nunca foi aberto, de uma fantasia que nunca foi realizada, de pessoas a quem nunca fui apresentada, de uma sessão de fotos que nunca foi tirada, de um sonho que nunca foi realizado e de um amor que nunca foi verdadeiro. Aqui, sozinha no meio do mar eu me dei conta do tempo que perdi tentando encontrar as respostas para as perguntas que só eu tinha na mente. Foi engano achar que mais alguém tinha interesse nisso tudo, nas coisas que me machucavam. Agora preciso voltar para meu porto seguro, onde meu marinheiro de farda branca me aguarda, quem sabe ele não seja a inspiração que estava faltando para que eu mude o rumo deste blog e o transforme em algo bom de se ler?


Silvana Hennicka!!