quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Vida Já Partiu e Você Não Viu

Encontrar a paz nas asas de uma borboleta
Inventar a vida e fazer de conta...
Nos sonhos que me roubaram, eu virei ilusão
Nas partes que ainda doem, encontrei um coração
Voar alto, quebrar a cara, se afogar com as próprias lágrimas
Faz da vida um desafio
Faz da morte a solução
Não ver o fundo e mergulhar é precisar de sorte,
É dar a cara a tapa e precisar de coragem
Tanto faz, dias vão e vem e a vida.... bem, a vida passa
Passa rápido e quando se vê, o trem já foi
Só resta olhar para o nada e sentar novamente no banco da praça
Sentir o cheiro de enxofre que os carros deixam ao passar
E Esperar!! Esperar o que?? A vida esgotar
E ela não faz intervalos e nem dá aviso prévio
Ela passa e passa correndo
As vezes nem dá tempo de pedir desculpas pelos nossos erros....
A vida já foi e não tem como voltar 
As vezes ela nem avisa que você dormiu e ela não parou
Não dá pra esperar... Suba rápido no próximo trem e deixe a borboleta em paz
Sua paz está aí, dentro de você, encontre-a
Procure outro lugar para descansar e a deixe
Você é um peso em suas asas
Se preferir abra o peito e arranque o coração que sangra
Mas não destrua a pobre borboleta, que já é tão frágil
Ela se foi... 
Enquanto você observava o jardim, ela partiu
Cansou de sofrer
Agora a liberdade ganhou asas e a paz lhe fez assim... livre!!


Silvana Hennicka!!