quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Olhando Pela Janela

Hoje eu passei o dia todo na internet, brigando com os servidores de hospedagem de sites e nem percebi que a tarde estava terminando. Fui até a cozinha afim de fazer um café e ao olhar pela janela, percebi que o céu estava nublado, com uma cara de que muito frio estava por vir. Enquanto esquentava a água, eu fiquei sonhando acordada... Lembrei da fazendo da minha avó e desejei estar lá novamente, não como criança, mas como mulher e compartilhar com ele aquilo tudo. Desejei ter um amor, que acordasse comigo todas as manhãs para tomar café ao redor de um fogão à lenha no inverno... Que saísse pelos campos em uma tarde sol, a fim de colher flores para enfeitar a casa... Passar o fim do dia deitados em uma rede, esperando apenas o tempo passar... Curtir a chuva num domingo e comer pipoca enquanto organiza a coleção de selos... Buscar laranjas direto do pé de laranjeiras para fazer um suco natural na hora do almoço... Fazer amor com a janela aberta enquanto a luz da Lua ilumina os nossos corpos... O apito da chaleira me assustou e eu fui trazida para a realidade da minha cozinha, não estava nua, não havia Lua e tampouco o meu amor, o amor que tanto desejo. Eu estava sozinha olhando pela janela, em mais uma seção de melancolia. Impossível realizar tal sonho, pois o lugar já não existe, o fogão enferrujou, os campos secaram, a rede ficou velha e foi transformada em pano de chão, a coleção de selos está abandonada em uma caixa, o pé de laranjas foi cortado e a Lua me abandonou quando soube da minha preferencia pelo Sol, então fazer amor já não faz sentido. Já não faz sentido sonhar, pois, mesmo que a Lua retorne um dia para iluminar meu corpo, eu estarei só e triste.. não conseguirei sorrir. Agora me resta voltar para a mesa do computador, com uma xícara de café preto nas mãos e viajar apenas pelas páginas da web, já que as páginas que formam os meus sonhos não conseguem ser viradas.

Silvana Hennicka!!