terça-feira, 2 de agosto de 2011

Frio!

Talvez seja o frio, ou quem sabe este vento típico do mês de agosto que me faça ficar assim, triste, com dores horríveis pelo corpo... Sinceramente? Eu não sei o que se passa, e pra ajudar aumentar minha angústia, uma amiga me disse que escrevo coisas tristes demais para serem admiradas, e que eu deveria buscar a felicidade que está presa dentro de mim... Devo deixá-la sair, assim como um pássaro engaiolado faz quando abrimos a porta de sua prisão. Entrei no meu carro e fiquei pensando por um instante... O computador de bordo mostrava que a temperatura era inferior aos 5°C e isso me desanimou mais ainda, então como eu conseguiria escrever algo menos melancólico e que fizesse alguém sorrir, se eu mesma não conseguia me animar? A temperatura continuava caindo e meus dedos estavam gelados. Tentei melhorar tudo, aumentando a temperatura interna do veículo... Se pelo menos o Sol deixasse a preguiça de lado e despontasse no céu, que estava cinza e com aspecto europeu... mas nem isso... Olhei várias vezes para o visor do celular, na esperança de que houvesse algum sinal de vida... Nada!! Apenas a página dos favoritos surgia na tela, então desisti. Parei meu carro em um lugar, que se duvidar ele sabe ir sozinho, por conta das tantas vezes que já o guiei até lá. Não tinha como eu me animar sem dividir com minha amiga o meu estado de espírito. Fiz o certo!! Resolvemos almoçar juntas e tudo mudou. Encontramos um amigo que nunca está triste e ele conseguiu fazer com que eu gargalhasse em poucos segundos, mas risada mesmo, nós demos após uma publicação no facebook. Uma foto montagem que deu o que falar... Após um tempo juntas, ela se foi. Minha amiga voltou para o trabalho e eu aqui estou, tentando escrever algo animador, mas confesso que não consigo. Não consigo escrever o que não estou sentindo. Se pelo menos eu pudesse disfarçar ou fingir que está tudo bem, talvez saísse de dentro de mim uma meia dúzia de palavras, que agrupadas a mais algumas, formassem frases mais interessantes. Eu não precisaria de muitas, apenas: emoção, satisfação, liberdade, otimismo, esperança, confiança e poucas outras, que eu tenho certeza, dariam um bom texto, mas enquanto isso não acontece, aqui vou eu, curtindo um vazio sem fim, mas sem soltar a pontinha de lucidez que ainda me resta, pois um dia eu sairei do fundo do poço para dar bom dia ao Sol, o mesmo Sol que se recusou a me aquecer hoje pela manhã, quando meus lábios ficaram roxos de tanto frio.

Silvana Hennicka!