segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Devolva-me a Lua



Quantas vezes eu não toquei o vazio, na esperança de sentir?
Quantas vezes eu não levantei minhas mãos para fazer um carinho?
Quantas vezes eu não fechei meus olhos e visualizei um sorriso?
Você não me permitiu... fugiu.
E agora sinto falta da Lua e do seu brilho inspirador.
Ela tinha o poder de libertar minha alma e me transportar para onde meu coração desejasse.
Hoje restou o calor do Sol e as lembranças do frio.
Nas noites em que a companhia das letras me leva as horas, as lembranças me vêem à mente.
Não a todo momento, mas esporadicamente se fazem presente.
Estas sublimes palavras te pertencem, anjo que mantêm a Lua em sua distância, longe dos meus olhos....
Quando eu estiver certa de que não mais sofrerei por amor, te peço anjo meu, devolva-me a Lua.
Devolva-me a inspiração, mas imploro-te, não leve de mim a luz do Sol, pois necessito do seu calor.
Enquanto a Lua me acompanha em noites melancólicas, o Sol me acorda sorrindo.

Silvana Hennicka