terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apenas um Alerta Sobre HIV e as Mulheres

Não foi fácil tomar esta decisão, mas hoje eu resolvi fazer um texto que foge aos meus padrões. Hoje não vim aqui para falar dos meus sentimentos ou expor o meu estado de espírito, eu vim aqui para fazer um alerta. Já não sou uma menina tem algum tempo, (apesar de me sentir como tal) nem por isso, eu deixo de sair e me divertir, na maioria das vezes, com mulheres que poderiam ser minhas filhas. Com o passar do tempo, eu comecei a prestar mais atenção em tudo o que me cercava e reparei que os jovens estão perdendo o eixo que os mantinha em equilíbrio. Pouco tempo atrás, existia uma grande preocupação com o uso de drogas, mas hoje isso já não é o maior problema, o problema maior hoje em dia, e para qual a sociedade fecha os olhos é o aumento significativo de casos de HIV entre os adolescentes... Sobre isso falarei mais adiante, agora vou me concentrar no fato de que, no último dia 07, foi sancionada uma lei que torna mais severas as penas contra pedofilia, é o tal estupro de incapaz, que pune qualquer pessoa maior de 18 anos, que por algum motivo, se envolver com um menor de 14 anos, mesmo que não haja ato sexual, enfim, não cabe a mim, explicar sobre leis, mas eu fico indignada com tudo isso. Acho sim, que devemos defender nossas crianças e nossos adolescentes contra a violência, seja ela qual for, mas não dá pra achar que uma menina de treze anos, que anda pela rua, vestida como uma mulher adulta, fumando, bebendo e se oferecendo pra qualquer “um” que lhe pague mais uma dose, seja uma vítima. Eu não vou aqui, falar sobre o oposto, quero me ater as mulheres, ou no que, as pessoas do “sexo feminino” estão se transformando e depois ainda exigem respeito por parte dos homens, me poupem... Eu jamais tomarei partido perante esta situação, mas penso que as mulheres já não fazem questão de serem respeitadas, pois isso as tornaria caretas perante as amigas. Uma menina que saísse da balada, sem beijar pelo menos um homem (eu disse, pelo menos um), não teria o que contar pras amigas no colégio ou na faculdade na segunda-feira, ou então não ter ninguém para apontar na rua e dizer, esse eu já peguei, só que não me lembro o nome dele... Isso me faz ter vergonha de ser mulher. Eu por várias vezes, já fui chamada de careta, retrógrada... enfim, existem vários adjetivos para me qualificar, mas eu não ligo para o que pensam a meu respeito, eu me amo e graças a Deus, eu não achei meu corpo no lixo, mas não estou aqui pra falar de mim e sim, de para onde está caminhando a nossa sociedade cheia de moral. Não era pra eu me estender tanto, pois o que vim expor aqui, começa agora... Recentemente eu viajei para uma cidade do interior do Paraná. No domingo à noite eu saí para dar uma volta de carro e encontrei um amigo que não via há 6 anos. Durante a conversa, eu fiquei estarrecida, quando ele me disse que duas horas antes, estava transando com três adolescentes menor de idade (ele tem 41 anos) e que fez vasectomia recentemente, pois não queria mais engravidar ninguém, já que tem 3 filhos, todos com mães diferente. Meu queixo caiu, não só pelo fato de ele ter transado com três menores ao mesmo tempo, mas pelo fato de não usar camisinha e ainda me disse, quando eu o questionei sobro isso, que ele prefere morrer transando a ter que abrir mão do que mais gosta de fazer que é “trepar”. Mas como que essas mulheres se sujeitam a isso, já que não está estampado na cara de ninguém “sou portador do vírus HIV”? Eu dei corda e ele continuou falando, disse que tinha em seu currículo, mais de 1200 mulheres, mas que dava pra contar nos dedos das mãos, as mulheres que realmente valeram a pena, ou que lhe despertaram alguma emoção, ou seja, o restante, nada mais foi que simples objetos sexuais. De repente mais homens se aproximaram e entraram na conversa. Um cara de quase 50 anos, disse que os homens tratam as mulheres da maneira que elas lhe permitem e que eles só se aproveitam da situação e que se as elas se dessem ao respeito, os homens as respeitariam. Gente!!! O que é isso!!! As pessoas não querem mais saber de compromisso com ninguém, ainda mais depois que começou a existir o tal do “ficar”, e quem é comprometido com alguém, não respeita essa pessoa. Na verdade o mundo virou uma suruba e quando um homem ou uma mulher decide que chegou a hora de arrumar alguém para esquentar seus pés no inverno, simplesmente não encontra. Simplesmente não existem mais romances como antigamente, ou pelo menos, estão cada vez mais raros... Novamente eu estou desviando do assunto principal, que é o risco que essas meninas/mulheres estão correndo em relação ao vírus da AIDS. Eu percebi, através de pessoas bem próximas a mim, que não existe receio por parte delas e nem por parte deles e que, a maior preocupação é o fato de não engravidarem, daí tomam anticoncepcional, pílula do dia seguinte...  mas e o preservativo?? Cadê a tal da camisinha, que deveria proteger contra tudo isso?? Só posso dizer uma coisa, eu fiquei assustada quando fiquei sabendo a quantidade de adolescentes portadores do vírus HIV, na cidade onde eu resido. Não posso citar aqui a fonte que me repassou essa informação, mas posso dizer que muitas delas sabem que tem o vírus e não dão a mínima... é aquela coisa que passa na cabeça dos jovens, eles pensam que são imortais e que com eles nada pode acontecer e quem acaba sofrendo com as desgraças, são os pais e o resto da família. Quando será que a juventude vai entender que dá pra se divertir, ter amigos, beber, dançar... desde que isso não prejudique sua vida e a vida das pessoas que a cerca. 
Estou escrevendo esse texto para alertar as meninas, moças e mulheres e não para dizer que devemos virar freiras e não sair mais de casa, não, eu só acho que devemos nos dar mais valor e parar de nos expor tanto, pois eu tenho certeza e já acompanhei muito isso, dificilmente uma mulher que vai pra cama com “um” qualquer, apenas por sexo, e que além disso, não se protege, acorde feliz no outro dia, como aquela mulher que esperou o cara certo e que se cuidou para não se arrepender mais tarde. Mulheres, vamos dar mais valor a vida e ao amor. Desculpe se não sou jornalista e não sei fazer um bom texto, mas meu objetivo é dar o alerta e pedir para que as mulheres se cuidem mais e tomem como exemplo, vários casos de pessoas que, literalmente “quebraram” a cara por levarem uma vida sem limites e sem regras. Lembre-se, nada é mais importante pra você do que você mesma, então se você não tá nem aí pra opinião dos outros e quer apenas viver a sua vida da maneira que escolheu, ok, mas pelo menos se proteja e proteja os outros também, pois a vida não é uma roleta russa e não podemos levá-la na brincadeira.

Silvana Hennicka!!