sábado, 30 de julho de 2011

Doença Bipolar

Passei  alguns dias estudando sobre Doença Bipolar (Doença Maníaco Depressiva) e me espantei ao perceber que eu posso ter convivido com ela por muito tempo. Me dói pensar que cometi uma injustiça tremenda com uma pessoa muito importante pra mim. Confesso que me assustei ao ver como se comportam as pessoas que tem essa doença e a falta de controle que elas possuem sobre si mesmas. Não sou psiquiatra e nem tenho conhecimento técnico sobre o assunto, estou me baseando apenas na pesquisa que fiz. Citarei abaixo parte de um artigo sobre o assunto e espero que mais pessoas consigam perceber quando alguém estiver gritando por ajuda em silêncio e não cometam assim o mesmo erro que eu cometi.
A Doença Bipolar, tradicionalmente designada Doença Maníaco-Depressiva, é uma doença psiquiátrica caracterizada por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e «mania». Qualquer dos dois tipos de crise pode predominar numa mesma pessoa sendo a sua frequência bastante variável. As crises podem ser graves, moderadas ou leves.
As mudanças do humor, num sentido ou no outro têm importante repercussão nas sensações, nas emoções, nas ideias e no comportamento da pessoa, com uma perda importante da saúde e da autonomia da personalidade.
O principal sintoma de «MANIA» é um estado de humor elevado e expansivo, eufórico ou irritável. Nas fases iniciais da crise a pessoa pode sentir-se mais alegre, sociável, ativa, falante, auto-confiante, inteligente e criativa. Com a elevação progressiva do humor e a aceleração psíquica podem surgir alguns ou todos os seguintes sintomas:
  • Irritabilidade extrema; a pessoa torna-se exigente e zanga-se quando os outros não acatam os seus desejos e vontades;
  • Alterações emocionais súbitas e imprevisíveis, os pensamentos aceleram-se, a fala é muito rápida, com mudanças frequentes de assunto;
  • Reação excessiva a estímulos, interpretação errada de acontecimentos, irritação com pequenas coisas, levando a mal comentários banais;
  • Aumento de interesse em diversas atividades, despesas excessivas, dívidas e ofertas exageradas;
  • Grandiosidade, aumento do amor próprio. A pessoa, pode sentir-se melhor e mais poderosa do que o resto do mundo;
  • Energia excessiva, possibilitando uma hiperatividade ininterrupta;
  • Diminuição da necessidade de dormir;
  • Aumento da vontade sexual, comportamento desinibido com escolhas inadequadas;
  • Incapacidade em reconhecer a doença, tendência a recusar o tratamento e a culpar os outros pelo que dá errado;
  • Perda da noção da realidade, ideias estranhas (delírios) e «vozes»;
  • Abuso de álcool e de substâncias químicas como drogas.
Na depressão o principal sintoma é um estado de humor de tristeza e desespero.
Em função da gravidade da depressão, podem sentir-se alguns ou muitos dos seguintes sintomas:
  • Preocupação com fracassos ou incapacidades e perda da auto-estima. Pode ficar-se obcecado com pensamentos negativos, sem conseguir afastá-los;
  • Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa excessiva;
  • Pensamento lento, esquecimentos, dificuldade de concentração e em tomar decisões;
  • Perda de interesse pelo trabalho, pelos hobbies e pelas pessoas, incluindo os familiares e amigos;
  • Preocupação excessiva com queixas físicas e dores;
  • Agitação, inquietação, sem conseguir estar sossegado ou perda de energia, cansaço, sem vontade pra nada;
  • Alterações do apetite e do peso;
  • Alterações do sono: insonia ou sono em excesso;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz de fazê-lo;
  • Ideias de morte e de suicídio;
  • Tentativas de suicídio;
  • Uso excessivo de bebidas alcoólicas ou de outras substancias;
  • Perda da noção de realidade, ideias estranhas (delírios) e «vozes» com conteúdo negativo e depreciativo;
Segundo minhas pesquisas essa doença não tem cura, mas é possível viver com qualidade de vida se for tratada e controlada, ainda mais se o paciente tiver o apoio da família e dos amigos, o único problema é que a pessoa portadora desse distúrbio afasta todos a sua volta, não restando muitas pessoas pra ajudá-la. Eu mesma abandonei alguém que precisou muito de mim, pelo simples fato de não ver que havia um problema. Não posso afirmar aqui que o problema era este, mesmo assim eu não fiquei ao seu lado e me arrependo por isso. Para mim basta saber que tinha um grito de socorro e eu tapei os ouvidos para ele, preocupando-me apenas com o que eu queria pra mim. Espero ter a chance de corrigir este erro, nem que para isso eu dedique o resto da minha vida. Espero ter tempo e mesmo que o problema seja outro, que estar ao lado desta pessoa sempre que ela precisar. As vezes o nosso egoísmo e a nossa falta de sensibilidade nos cega e não vemos a realidade que nos cerca.
Silvana Hennicka!