sábado, 28 de maio de 2011

Pé na estrada!!!!

Até que enfim decidi, vou viajar com o carro preto e veloz. Viajarei para o infinito, para o incerto, para o desconhecido...Viajarei para matar a saudade, a vontade e sentir liberdade. No trajeto ouvirei músicas e pensarei no retorno. Vou dirigir rumo aos meus sonhos e no caminho... no caminho eu farei uma parada para olhar o horizonte e ver o Sol nascer. Tirarei fotos para preencher os espaços vazios nos álbuns. 
Partirei de madrugada e levarei na bagagem esperança... esperança de que no retorno, tudo tenha mudado, que uma nova viajem se aproxime e que um novo vôo seja antecipado.
Passarei por pedágios e em um deles, pedirei o passaporte para cessar minha angústia e ganhar assas. 
Quero ser livre e não me importo em pagar o preço que me é cobrado. Posso também, trocar minha liberdade por rosas azuis e borboletas coloridas.
Para os que me aguardam em ansiedade extrema, o recado é que já estou chegando, só peço que prepare um café da manhã com pão quentinho e uma pitada de amor... amor de quem me ama sem pedir nada em troca. Nem o maior tesouro do mundo me faria mais feliz do que dar um abraço apertado e sentir aquela alegria dos cinco minutos...
O carro... ah, o carro...  mãos firmes no volante e velocidade constante. Satisfação e emoção. Ao meu lado não terei ninguém, apenas lembranças... lembranças da velocidade na madrugada fria e a pressa de voltar pra casa e fazer amor. Nas malas, pouca coisa. Não levarei camisolas ou vestidos para a noite, não me interessa a diversão noturna. Levarei apenas pijamas e pantufas. Para escrever em um lugar só meu, não preciso de nada, além de uma xícara de chá quente, uma lareira, um cão como companheiro e uma janela entreaberta, pois quando um beija flor aparecer, poderá entrar e quando você, em frente a casa parar, poderei lhe observar.
Não direi adeus, apenas até breve, afinal, estarei bem perto, pela tela dos computadores que me seguem e pelas palavras que escrevo aqui. A viajem não será longa e o retorno se  dará em breve. Quando eu voltar, trarei novidades e a vida terá se tornado menos ansiosa e mais leve. Não sei bem o que busco, mas me basta saber que busco algo. Eu poderia fazer uma viajem interior, mas não seria o suficiente, eu preciso mais... preciso sentir o vento na cara e mais calor no corpo. Preciso não só me encontrar, mas encontrar alguém que se perdeu de mim. Sei que não posso encontrá-lo para onde estou indo, mas posso buscar meus sonhos, que sei, já não estão aqui. Meus sonhos estão bem além do que posso ver ou imaginar, eles se encontram em um lugar chamado esperança e é pra lá que eu parto amanhã assim que acordar.


Silvana Hennicka!!!