quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Vazio

Pedes para que acenda velas
Que use uma camisola negra
Palavras ásperas, insultos, tormento
Meu ser... 
Ferido pelos espinhos
O sabor daquele vinho
Permanece sobre as papilas da minha língua
Se tão intenso for o prazer
Um feitiço eu farei
E da minha cama 
Não mais te libertarei
Que se perca tudo
Não me importo
Entre murmúrios e sussurros
As velas se apagarão
A culpa tomará forma
E o desprezo virá à tona
É sempre assim
Saio pé por pé 
Em meio a escuridão
Um gole d´água 
Na boca seca
Uma olhada através do vidro
E na cama?
O vazio
Um gratificante sonho
Em meio a solidão
Mais uma olhada, tristeza
Dormir não mais
A noite se faz fria
A face umedece
Só a luz do carro permanece
Já não quer me pertencer
Eu sinto, então desisto...


Silvana Hennicka!!