segunda-feira, 25 de abril de 2011

Já Sem Asas.

Por onde andas você anjo meu?
Que um dia fez meus olhos brilharem.
Que deu a pista para que eu descobrisse o amor.
Que fez o mundo ficar insignificante nas vezes te toquei seu corpo.
Suas asas o levaram para longe de mim pelos motivos mais incertos.
Mas meu coração me diz que, as mesmas asas te trarão de volta um dia.
Vejo você sentado no alto de uma montanha olhando para o céu ao entardecer.
Pés recuados e mãos no joelho.
Seus olhos estão tristes e molhados de tanto sofrer.
Meu desejo é te tocar, enxugar suas lágrimas...
Mas, diferente de você, já não possuo asas, não posso alcançá-lo.
Olha pra baixo meu anjo e se lança neste abismo a sua frente!
Não tenhas medo, estou aqui para te proteger, caso você não saiba mais a arte de voar.
Meus braços sempre estarão aberto em sua direção.
Meu coração grita, mas você já não consegue ouvi-lo.
Você só consegue ver o horizonte e a incerteza e eu passo despercebida por você.
Queria poder te dar a felicidade em forma de presente.
De alguma maneira, eu tentei.
Não consegui.
Hoje me resta ir em busca de algo que perdi no meio do caminho.
Mas, se pelo menos eu soubesse o que procuro, talvez encontrasse mais rápido.
Não sei o que estou buscando.
Só sei, que preciso da sua mão para me guiar em meio a escuridão que me assombra.
Pois, se o caminho for difícil, eu sei que conseguirei chegar ao final.
E quando isso acontece, vou olhar nos teus olhos e ver o sorriso que tanto espero.
Minha felicidade está diretamente ligada a sua existência.
Então, se não consegue mais se aproximar de mim.
Imploro-te, não se afaste além, pois, para eu continuar viva, dependo de saber que eu ainda significo um ponto de referência, um lugar para onde você pode voltar, um porto onde você possa ancorar a sua alma.
Sempre quis ser a coisa mais importante na sua vida, e, talvez um dia eu tenha sido, mas, por hora, já me satisfaz saber que ainda existo em seu coração ou, naquela caixa de memórias que foi criada para guardar os nossos sonhos.
Silvana Hennicka.